No centro de Vila Franca de Xira, nas imediações do tribunal, são vários os relatos de assaltos a estabelecimentos comerciais. Pela calada da noite, quase sempre com arrombamento das portas, grupos de jovens vasculham o interior de cafés, lojas de roupas, papelarias, em busca de dinheiro e outros bens. A PSP patrulha, mas os grupos já aprenderam a atacar nos momentos certos.



"O estabelecimento onde trabalho já foi assaltado. Roubaram tabaco, doces e dinheiro", explicou ao CM Cristina Pereira, funcionária de uma pastelaria. Os comerciantes não se queixam de falta de patrulhamento, mas percebem que a polícia "não pode estar em todo o lado ao mesmo tempo". "Quando os carros-patrulha vão, por exemplo, patrulhar a zona da estação da CP, por causa dos esticões que lá existem, a zona da rua Alves Redol fica sem polícia", disse ao CM Hugo Santos, 23 anos, que ajuda familiares num café.

Os taxistas são também vítimas de crime em Vila Franca de Xira. Luís Santos, 50 anos, fala de colegas "que levam clientes para fora da cidade e em locais como Alverca ou Forte da Casa são assaltados".

"EXIGÊNCIA DE MELHOR ILUMINAÇÃO": Carlos monteiro pres. Ass. Comercial. V.F de Xira

Correio da Manhã –O crime contra o comércio é o mais preocupante em Vila Franca?

Carlos Monteiro – Temos essa noção. Sobre isso, a nossa associação defende uma posição concertada que passa pela exigência de melhor iluminação pública, especialmente na zona comercial da cidade. Mas tal só fará sentido se for combinado com a instalação de videovigilância. Sabemos que isso vai implicar custos, especialmente em tempo de crise. Mas é fundamental.

– Em que é que isso beneficiaria as pessoas?

– Acreditamos que com estas medidas, se conseguiria restaurar o centro da cidade e os movimentos das pessoas.

– O que pensam do trabalho da polícia?

– O número de agentes neste momento é o adequado, mas podia ser sempre melhor. Com as obras na rede de esgotos do centro da cidade, ficou um problema na sinalização e estacionamento. O trabalho da polícia é necessário.

cm