Três centenas de pessoas foram observadas nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC-CHUC), no âmbito de um rastreio para assinalar o dia mundial do Acidente Vascular Cerebral, tendo uma delas sofrido um AVC durante a observação.



No rastreio, que decorreu segunda e terça-feira envolvendo vários serviços dos HUC-CHUC (Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra), foram avaliadas 301 pessoas e uma delas, uma mulher com cerca de 50 anos, sofreu um AVC na altura.

Excesso de peso, hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes mellitus e fibrilhação auricular foram os principais factores de risco identificados nas pessoas observadas, segundo os dados divulgados em conferência de imprensa nos HUC-CHUC.

Em 38% dos casos, havia um valor elevado de doença vascular estabelecida e, em muitos casos, não estavam identificados os factores de risco.

Os doentes com risco vascular moderado ou elevado foram observados por neurologistas, cardiologistas e especialistas de medicina interna, tendo sido feitos 89 electrocardiogramas e 54 ‘doppler’.

A maior parte (79%) das pessoas foi encaminhada para casa depois do rastreio, após acção de formação sobre estilos de vida saudáveis e prevenção vascular primária, mas 12% foi orientada para a medicina geral e familiar e para as consultas de neurologia (5%) e cardiologia (3%).

A doente que sofreu um AVC durante o rastreio foi assistida no serviço de urgência e, segundo disseram os médicos hoje, não apresenta "défices significativos".

As doenças cerebrovasculares isquémicas constituem "uma das principais fontes de mortalidade e morbilidade global", é referido num texto distribuído na sessão.

Os estudos clássicos indicavam a embolia de origem cardíaca como responsável por 15 a 30% dos AVC isquémicos. No entanto, assiste-se ao crescimento relativo desta causa pela elevada incidência da fibrilhação auricular, uma arritmia cardíaca que aumenta exponencialmente com a idade, e que foi detectada em 14 pessoas no rastreio, uma delas a paciente assistida na urgência.

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