A cidade de Estremoz é considerada pacífica e com índices de criminalidade baixos em relação à realidade nacional. Situada no coração do Alentejo, a sua "calma normal" por vezes é quebrada por "episódios pontuais" de algum vandalismo e furtos, sobretudo em estabelecimentos comerciais.



"Nos últimos tempos não há registo de episódios de criminalidade violenta. Por vezes, é mais o que estragam do que o que roubam. Vivemos numa cidade muito segura, mas estamos sempre alerta", disse ao CM Lucinda Dordio, dona de uma pastelaria no centro da cidade. A comerciante explica que apenas evita andar na rua à noite. Da mesma opinião é Aníbal Coxixo, gerente de um dos mais conhecidos cafés de Estremoz, o Águia D'Ouro. "Os casos são pontuais. Felizmente, nunca nos calhou nenhum azar. E nas terras mais pequenas tudo se sabe. Não costuma ser difícil à polícia encontrar os responsáveis", acrescentou o empresário.

A PSP local tem apostado no reforço do policiamento, por prevenção, apesar de, este ano, todos os índices de criminalidade terem descido em comparação com 2011.

"ESTREMOZ É UMA CIDADE MUITO SEGURA": Luís Mourinha, presidente da Câmara de Estremoz

Correio da Manhã - Estremoz é uma cidade segura?

Luís Mourinha - Sim, efectivamente Estremoz é uma cidade muito segura. Do nosso contacto permanente com as autoridades só temos tido conta de pequenos assaltos e situações menos graves, que por serem tão poucos, por vezes, quando acontecem, despontam algum alarme social, sobretudo entre os mais idosos.

- E como considera a actuação das forças de segurança?

- O grande problema que se coloca neste aspecto é que o trabalho das polícias, por vezes, não tem complemento jurídico devido à forma como funcionam os nossos tribunais. Mas esse é um problema transversal a todo o País.

- Sente que a criminalidade pode aumentar com a crise?

- Pelo que percebemos, até agora, não há uma relação directa e há um trabalho com todos os agentes sociais e autoridades para prevenir a situação. Mas sim, pode aumentar.

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