Quando viu a filha e o sobrinho em animada conversa anteontem à noite, à porta de casa, na Estrada Militar, Alto da Damaia, na Amadora, Mário Mota Lopes, 42 anos, achou que os dois jovens estavam a gozar com ele e decidiu ir tirar satisfações. Acabou atingido com uma facada na virilha, pelo sobrinho.



A esvair-se em sangue – o golpe provocou o rompimento da artéria femoral –, foi levado de urgência para o hospital e morreu no bloco operatório. Francisco Mota Lopes fugiu do local, mas teve receio de represálias no bairro e contactou a secção de homicídios da Judiciária de Lisboa, que o prendeu à porta de casa ao início da tarde.

A consternação era ontem bem visível no bairro, conhecido como Traseiras da Estrada Militar, demonstrada pelos gritos de dor dos familiares que não só perderam o ente querido, Mário, como viram o jovem homicida, com cerca de 25 anos, a ser levado, sob detenção pela PJ, da casa onde vivia com o tio e onde na noite anterior o assassinou.

"Havia várias discussões entre eles, mas nada fazia prever este desfecho. O ‘Chiquinho’ perdeu a cabeça, para ter sacado da navalha. Foi só um golpe, por impulso, mas perfurou a virilha ao tio", contou ao CM um primo do homicida. O crime ocorreu por volta das 19h30. E logo a seguir a deixar o tio às portas da morte, ‘Chiquinho’ fugiu. Depois confessou tudo à polícia.

O tio foi assistido à porta de casa pelos bombeiros da Amadora, mas a forte hemorragia provocada pelo rompimento da artéria femoral levou a que morresse, já no bloco operatório do Hospital Fernando da Fonseca.

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