Sérgio Silva acusa o padre de não o deixar continuar a dar aulas



Um catequista de Amarante diz ter sido afastado das suas funções pelo padre da paróquia de Travanca por, em virtude de uma doença profissional que contraiu, tossir muito e, com isso, perturbar as aulas.

Sérgio António Pacheco da Silva, 38 anos, trabalhou 20 na construção civil, onde contraiu silicose nos pulmões, doença que lhe provoca muita tosse. Durante esse período tem-se dedicado também, aos fins de semana, a ensinar a doutrina cristã às crianças, na paróquia de Travanca. Há três semanas, no arranque do novo ano ,"estranhamente" não foi convocado para a habitual reunião com os pais para acerto de calendário. Quando soube, por intermédio de familiares, o dito encontro já tinha decorrido, o mesmo sucedendo com as aulas de catequese, entretanto antecipadas numa hora nas tardes de sábado. "Ao saber disso, nem quis saber mais nada, para não me enervar, a minha saúde não permite. Mas a minha mulher, apercebendo-se de que este caso estava a mexer comigo, pegou no telefone e ligou ao padre, para lhe perguntar por que é que não me tinham chamado, como habitualmente. Foi aí que o senhor padre [Germano Leça] lhe disse que, derivado à minha doença, eu não era digno de estar no meio das crianças", revelou, ao JN, o ex-catequista.






JN