Artur Lima Silva, o contínuo da Universidade Portucalense que começou ontem a ser julgado por pornografia de menores, tinha milhares de fotos e vídeos verdadeiramente chocantes, onde se viam bebés a serem violados. A revelação foi feita por um inspector da PJ, no Tribunal de São João Novo, no Porto. O arguido, de 50 anos e que foi apanhado numa operação que começou no Luxemburgo, não prestou declarações.



"Encontrámos ficheiros numa pen e no portátil. Eram imagens de sexo explícito. Vimos fotos de sexo com bebés", revelou ontem o inspector Jorge Manuel Silva, da PJ do Porto.

A testemunha, que participou nas buscas efectuadas à casa do arguido – casado e com dois filhos –, explicou ainda que havia indícios no computador do presumível predador de que teria partilhado os ficheiros com terceiros, através da internet. "Geralmente, esse tipo de fóruns está dissimulado para iludir as autoridades. Quem entra nessas redes só consegue receber ficheiros de pedofilia se também os enviar. O arguido tinha, aliás, um e-mail próprio só para receber e enviar esses ficheiros, até encontrámos mensagens em que ele fazia agradecimentos pelas imagens recebidas", explicou o inspector, adiantando que Artur Lima Silva chegou também a enviar links, onde estavam vídeos pedófilos, para outros predadores.

Na sessão de ontem, foi ainda ouvida uma outra inspectora que participou nas buscas domiciliárias, bem como um técnico da Polícia Judiciária.

cm