João Pedro trabalhava há poucos meses num banco quando se viu envolvido num esquema de burla depois de lhe terem roubado a identidade. Com o nome na lista negra do Banco de Portugal, foi despedido e até hoje está impedido de pedir créditos e até de abrir contas bancárias.



João Pedro é uma das várias vítimas usadas por Paulo Martins que está a ser julgado em Aveiro por ter burlado bancos e instituições financeiras sem sair da cadeia. Conseguia empréstimos avultados sem sequer ir às instituições bancárias. Uma situação que ontem causou estranheza no tribunal que questionou a ligeireza dos processos bancários.

"Foi através dos responsáveis pelo banco onde trabalhava que fiquei a saber que tinha no Banco de Portugal um cheque sem provisão de dez mil euros. Por causa disso fui despedido", explicou ontem ao Tribunal de Aveiro o jovem de 25 anos. "Desde essa altura – Agosto de 2008 – a minha vida é um calvário. Não consigo obter crédito nem sequer abrir uma conta bancária", disse.

Também Nuno Marabuto viu a sua vida de ‘pantanas’, sem que nada fizesse para isso. "Fiquei com o ordenado penhorado e o meu nome só ficou limpo depois de a financeira ter comunicado ao Banco de Portugal que já nada devia", explicou a vítima.

Paulo Martins, de 43 anos, e Raquel Sofia estão acusados de urdirem um esquema para burlar diversos bancos e financeiras em mais de 200 mil euros.

Paulo Martins cumpre uma pena de 14 anos e três meses de por outras burlas.

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