Cinco anos após o acidente com o autocarro da Câmara de Castelo Branco na A23, que resultou na morte de 17 alunos da Universidade Sénior, os sobreviventes e familiares das vítimas ainda continuam à espera da indemnização a pagar pela seguradora do ligeiro que esteve na origem do despiste. Poucos meses após o acidente receberam 35 mil euros, pagos pelas seguradoras da Universidade Sénior e do autocarro.



O processo-crime ficou resolvido em 2009, com a condenação a quatro anos e quatro meses de cadeia, com pena suspensa, da condutora do carro que chocou com o autocarro, causando o seu despiste e queda numa ravina de 50 metros.

No Tribunal de Castelo Branco decorre ainda o processo cível para apurar responsabilidades da seguradora do ligeiro e o valor das indemnizações. "Os sobreviventes já começaram a ser chamados para exames médicos para apurar as sequelas, e só depois poderão ser reivindicadas indemnizações", diz Maria Teresa Pereira, advogada das vítimas, sem avançar datas para a conclusão do processo.

Joaquim Vilela, 73 anos, é um dos sobreviventes à espera de indemnização. Recorda o pânico e o choque dos dias seguintes. A mulher, Evangelina Rodrigues, 65 anos, não resistiu.

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