Tóquio é a cidade mais cara do mundo para expatriados; Karachi é a mais barata
A maioria das cidades europeias caíram no ranking; cidades australianas e neozelandesas despontam no ranking
Londres desce sete posições para o 25º lugar no ranking
São Paulo se mantém na posição de cidade mais cara das Américas em 12º lugar, seguida do Rio de Janeiro, em 13º


Tóquio é a cidade mais cara para expatriados mundialmente, trazendo Luanda, Angola, para a segunda posição, segundo a mais recente Pesquisa sobre Custo de Vida conduzida pela Mercer. Osaka ocupa a terceira posição, subindo três pontos em comparação à pesquisa realizada no ano passado, enquanto Moscou permanece na quarta posição e Genebra na quinta posição. Singapura e Zurique ocupam o sexto lugar, subindo dois e um pontos, respectivamente, desde 2011. Ndjamena, República do Chade, cai cinco pontos, enquanto Hong Kong mantém a nona posição.

Karachi (214) é considerada, segundo a classificação, a cidade mais barata do mundo para expatriados, o custo de vida corresponde a menos que um terço quando comparada a Tóquio. Os recentes eventos mundiais, incluindo crise econômica e instabilidade política, afetaram os rankings de muitas regiões por conta de flutuações cambiais, taxas de inflação e volatilidade nos custos de acomodação.

No Reino Unido, Londres (25) é a cidade mais cara para expatriados, descendo sete pontos em relação à pesquisa realizada no ano passado. Ocupando a 133ª posição, Birmingham subiu 17 pontos, ultrapassando Aberdeen (144) e Glasgow (161). Belfast (165) é a cidade mais barata no Reino Unido, subindo 13 pontos no ranking desde 2011.
As cidades brasileiras continuam sendo as mais caras das Américas. São Paulo lidera as cidades das Américas em 12º lugar, seguida do Rio de Janeiro, em 13º. Brasília, a capital do Brasil, também está entre as 50 mais caras.

A pesquisa abrange 214 cidades em cinco continentes e mede o custo comparativo de mais de 200 itens em cada localidade, incluindo transporte, alimentação, vestuário, eletrodomésticos e entretenimento. O custo de moradia também faz parte e, por normalmente ser a maior despesa para expatriados, desempenha um papel importante em definir os rankings das cidades participantes da pesquisa. A pesquisa sobre custo de vida realizada pela Mercer é a mais abrangente em todo o mundo e visa ajudar empresas multinacionais e governos a determinarem os benefícios salariais de seus empregados expatriados. Nova York aparece como a cidade-base e todas as demais cidades da pesquisa são comparadas a ela. As movimentações cambiais são medidas em relação ao dólar americano.

Nathalie Constantin-Métral, Principal da Mercer, é responsável por compilar os rankings todos os anos. Ela comentou: “Utilizar empregados expatriados está se tornando um aspecto cada vez mais importante da estratégia de negócios nas empresas multinacionais, incluindo o aspecto de expansão. Entretanto, levando-se em consideração a volatilidade dos mercados e o crescimento econômico inexpressivo em muitas partes do mundo, é essencial observar atentamente a relação entre custo e benefício, incluindo os pacotes salariais de expatriados. Certificar-se de que os salários reflitam adequadamente a diferença no custo de vida no país de origem do empregado é importante para atrair e reter os talentos certos onde as empresas precisam deles.”

“Quando comparamos com Nova York, nossa cidade-base, a maioria das cidades na Europa vem presenciando uma queda no custo de vida. Existem algumas exceções onde os custos com acomodação aumentaram ou em localidades onde os impostos adicionais sobre valor agregado estão elevando o custo de vida. Na América do Norte, a maioria das cidades subiu no ranking, pois o dólar americano está valorizado em relação a muitas moedas mundiais. Na Ásia, mais de seis entre dez cidades subiram nos rankings, incluindo todas as cidades participantes da pesquisa na Austrália, na China, no Japão e na Nova Zelândia. As cidades australianas e neozelandesas testemunharam alguns dos maiores saltos, tendo em vista que suas moedas se fortaleceram significativamente em relação ao dólar americano.”
Europa, Médio Oriente e África

AOcupando a quarta colocação no ranking mundial, Moscou mantém a sua posição como a cidade mais cara na Europa para expatriados. Genebra segue na quinta posição e Zurique na sexta (uma posição acima em comparação à pesquisa do ano passado). A próxima cidade europeia no ranking, Berna (14), subiu duas posições comparativamente ao ano passado, devido à valorização do franco suíço frente ao dólar americano.

Com algumas poucas exceções, as demais cidades da Europa apresentaram uma queda nos rankings, principalmente por conta de uma desvalorização considerável de suas moedas locais, incluindo o euro, em relação ao dólar americano. Oslo (18) caiu três posições desde 2011, ao passo que a próxima cidade europeia, Londres (25) desceu sete posições. Na 28ª colocação, St. Petersburg subiu uma posição. Já Paris (37) desceu 10 posições, enquanto que Milão (38), Roma (42), Estocolmo (46), Viena (48) e Amsterdã (57) caíram de sete para 13 posições. Helsinki (65) e Praga (69) desceram na lista, ocupando a 23ª e a 22ª colocações, respectivamente. Bruxelas (71) apresentou uma queda moderada de nove posições, seguida por Dublin (72) – com uma queda de 14 posições. Skopje, Macedônia, ocupa a 207ª posição como a cidade menos cara para expatriados na Europa.

Constantin-Métral explicou: “Apesar de alguns aumentos de preços marcantes na região durante o primeiro semestre do ano passado e dos aumentos generalizados nos impostos sobre valor agregado, a maioria das cidades europeias apresenta uma queda no ranking. Isto se deve principalmente à situação econômica instável por toda a Europa, o que gerou a depreciação da maioria das moedas locais frente ao dólar americano. Os países fortemente atingidos pela crise na zona do euro, incluindo a Grécia, a Itália e a Espanha, também estão vivenciado quedas nos preços dos alugueis.”

Tel Aviv (31) continua a ser a cidade mais cara no Oriente Médio para expatriados, mesmo tendo caído sete colocações desde 2011. Ocupando a 67ª colocação e com uma subida de sete posições em comparação ao ano passado, Beirute ultrapassou Abu Dhabi (76, com uma queda de nove posições desde o ano passado). Jedá, Arábia Saudita (186), se mantém no ranking das cidades mais baratas na região. “De um modo geral, a maioria das cidades do Oriente Médio caíram no ranking, principalmente pelo fato de os aumentos dos preços de produtos e serviços estarem mais moderados naquela região se comparados aos de Nova York, a cidade-base da pesquisa. Ligeiras reduções nos custos de acomodação para expatriados também foram observados em Abu Dhabi e Dubai,” disse Constantin-Métral.

Apesar de deixar a liderança na lista mundial, Luanda, Angola (2), é a cidade na África que se mantém na posição mais alta. Ndjamena, República do Chade (8), vem em seguida com uma queda de cinco posições em relação a 2011. Descendo oito posições, Libreville, Gabão (20), é a próxima cidade africana a fazer parte da lista, seguida por Khartoum, Sudão (26), que subiu 18 posições. “Pode parecer uma surpresa vermos 20 cidades africanas ocupando a terceira principal posição do ranking. O principal impulsionador por trás deste fato é a dificuldade de encontrar uma acomodação boa e segura para os expatriados. Dessa forma, o fornecimento limitado de acomodação aceitável é muito dispendioso. O custo de artigos internacionais importados também é considerado alto, contribuindo dessa maneira para que muitas cidades regionais subam no ranking,” disse Constantin-Métral.

Na África do Sul, Joanesburgo (154) e a Cidade do Cabo (179) desceram 23 e 21 posições, respectivamente, refletindo a desvalorização considerável que o rande, moeda local do país, sofreu frente ao dólar americano no último ano. Túnis, Tunísia (209), continua sendo a cidade menos cara para expatriados na região, com uma queda de duas posições em relação ao ano passado.
As Américas

São Paulo (12) e o Rio de Janeiro (13) mantêm as suas posições como sendo as cidades mais caras para expatriados nas Américas, e ambas ocupam uma colocação muito próxima a Caracas (29), que subiu 22 posições desde o ano passado. Na América do Sul, Brasília (45) é hoje a quarta cidade mais cara, com uma queda de 12 posições. Descendo da 53ª posição, Havana (99) vivenciou a maior queda na região por conta da significativa valorização do dólar americano frente ao peso cubano. Na 121ª colocação no ranking, com um aumento de 159. Buenos Aires deu o maior salto na lista após forte inflação, que aumentou consideravelmente o custo dos produtos, bem como apresentou uma elevação no custo de acomodação.

Constantin-Métral comentou: “As pressões inflacionárias continuaram fazendo com que algumas cidades sul-americanas subissem no ranking, ao passo que em algumas cidades da região, a desvalorização das moedas locais contribuiu para que elas ocupassem uma posição inferior.”

Ocupando o 33º lugar no ranking (abaixo da 32ª posição em 2011), a cidade de Nova York continua sendo a cidade mais cara nos Estados Unidos. Los Angeles (68) e São Francisco (90) estão, por outro lado, se recuperando lentamente, após subirem respectivamente nove e 16 posições desde o ano passado. Entre outras grandes cidades americanas, Washington (107) subiu uma posição. Miami (110) subiu cinco posições e Chicago, também na 110ª colocação, teve uma queda de duas posições. Portland, Oregon (178), e Winston-Salem, Carolina do Norte (195), permanecem sendo as cidades menos caras de acordo com a pesquisa para expatriados nos Estados Unidos. Constantin-Métral disse: “Ainda que os aumentos de preços tenham se mantido moderados no geral, a maioria das cidades dos EUA subiram no ranking, principalmente por conta da alta valorização do dólar americano.”
Toronto (61), Canadá, mantém-se no topo do ranking, seguido de perto por Vancouver (63). Montréal (87) caiu oito posições, ao passo que Calgary (92) subiu quatro posições.barata do Canadá.
Ásia Pacífico

Este ano, Tóquio (1) foi classificada como a cidade mais cara para expatriados na Ásia e globalmente. Subindo três posições desde 2011, Osaka (3) é a próxima cidade asiática na lista, seguida por Singapura (6) e Hong Kong (9). Nagoya, Japão (10), subiu uma colocação, enquanto Xangai (16) e Pequim (17) subiram cinco e três posições, respectivamente, ultrapassando Seul (22, uma queda de três posições). Outras duas cidades chinesas estão no páreo: Shenzhen (30) e Guangzhou (31), com uma subida de 13 e sete posições, respectivamente, desde 2011. “A combinação de preços mais elevados dos produtos e uma valorização do iuan, moeda da China, fez com que as cidades chinesas subissem no ranking. A alta demanda constante por acomodação também gerou aumentos moderados nos alugueis,” disse Constantin-Métral.

Na Índia, Nova Deli (113) e Mumbai (114) tiveram uma queda considerável – 28 e 19 posições, respectivamente. Em outras localidades na Ásia, Jakarta (61) subiu oito posições. Já Bangkok (81) subiu sete posições enquanto Kuala Lumpur (102) subiu duas posições. A colocação de Hanói permaneceu estável em 136ª posição, enquanto Karachi (214) continua sendo a cidade menos cara para expatriados.

As cidades australianas continuam a ocupar uma alta posição da lista na região Ásia-Pacífico e, com a valorização do dólar australiano, todas elas vivenciaram saltos mais altos na lista mundial desde o ano passado. Sydney (11) e Melbourne (15) apresentaram saltos relativamente moderados de três e seis posições, respectivamente, enquanto Perth (19) e Canberra (23) subiram 11 posições. Brisbane (24) subiu sete posições e Adelaide (27) disparou com 19 posições. Atualmente, a Austrália conta com três cidades pesquisadas na lista das top 20 e todas as demais seis cidades participantes da pesquisa se encontram nas top 30. Na Nova Zelândia, Auckland (56) e Wellington (74) apresentaram uma subida significativa de 62 posições.

“O salto na lista feito pelas cidades na Nova Zelândia vem dos elevados aumentos em custo e demanda por acomodação, juntamente com uma maior valorização do dólar neozelandês,” explicou Constantin-Métral. “A demanda por propriedades alugadas também apresentou uma elevação significativa em todas as cidades australianas que fizeram parte da pesquisa. Associado a uma disponibilidade bastante limitada, o resultado se traduz em mercados altamente limitados e preços mais elevados.”








fonte: Agência Mercer/m.mercer.pt