Judiciária apanhou 6 kg de droga e foi entregar 800 quilos de corvina ao Banco Alimentar.



Nos contentores de ferro, os mais de 800 quilos de peixe, corvina, escondiam quase seis quilos de cocaína. A droga chegou do Brasil, ao Aeroporto da Portela, e tinha como destino o mercado interno. O proprietário de uma empresa de congelados fez o desembarque de um avião para uma carrinha - e foi preso pela Polícia Judiciária, em flagrante, a esconder a droga num armazém de Loures.

A cocaína acabou apreendida e o peixe foi entregue pela PJ ao Banco Alimentar para ser distribuído por instituições, por ordem do Ministério Público.

As caixas onde vinha a droga estavam forradas com esferovite e continham sacos com gel que acondicionavam a droga. O empresário português foi apanhado em flagrante pelos investigadores da PJ a colocar a droga num tecto falso do armazém. E pouco depois era detido, em Monção, o seu cunhado e cúmplice - um empresário com ligações a uma rede de traficantes em Espanha.

Os dois homens detidos na operação ‘Escama branca' foram presentes ao juiz Carlos Alexandre e já recolheram à cadeia.

Ricardo Macedo, coordenador na Unidade de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ, explicou ao CM a entrega do peixe ao Banco Alimentar. "Contactámos algumas entidades, mas escolhemos o Banco Alimentar contra a Fome porque o peixe vai assim chegar a muitas instituições de cariz social e, por consequência, a muita gente".

cm