Pacenses lançaram duras críticas à câmara e à empresa que tem a concessão da rede .



Negócio monopolista, AGS chupista", "Parem de Roubar o povo" ou "Para eles há fartura, para nós sobra a factura", foram algumas das frases que centenas de manifestantes gritaram, ontem, em Paços de Ferreira.

Em dia de feriado municipal, o povo saiu à rua para, mais uma vez, contestar o preço da água - segundo um estudo da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos, é o tarifário mais caro do país - num concelho onde a rede pública está concessionada a uma empresa privada, a AGS. E esse foi precisamente um dos aspectos mais criticados pela multidão que percorreu algumas das principais artérias da cidade. "A câmara e a AGS estão a fazer um comércio com a água", defendeu Alfredo Leal.

Para este pacense, de 34 anos, "também se fazem várias máfias com a contagem". Já Humberto Brito, um dos fundadores do movimento cívico, exige que a água seja paga "a um preço justo". "Um dia alguém vai ter de responder em tribunal e dizer por que pagamos a água mais cara de Portugal", disse, durante um discurso inflamado.

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