Maria do Céu Gruz garantiu em tribunal que filho foi instigado pelo seu amante em troca de dinheiro e álcool .



Maria do Céu Cruz, mãe e amante de dois homens que ontem começaram a ser julgados pelo homicídio de António Ferreira – marido da primeira, assassinado com duas marteladas na cabeça e 17 facadas em Junho do ano passado –, declarou ontem no Tribunal de Oeiras que o filho foi instigado por Carlos Branco, seu amante na altura, a ajudá-lo no crime "em troca de uma garrafa de vodka e de dinheiro para fazer uma viagem à Finlândia".

Carlos Branco, 58 anos, e Eduardo Silva, 23, estão acusados em co-autoria pelo crime. Mas Maria do Céu Cruz garantiu ontem aos juízes que "quando soube dos planos de Carlos" recusou alinhar e fez tudo para o demover. "O Carlos teve a ideia e andou a incentivar o miúdo. Ele é que trouxe o martelo e a faca", diz a mulher. Eduardo Silva foi o único dos arguidos a assumir o crime. Carlos Branco manteve-se em silêncio.

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