Os investigadores Carlos Fiolhais e David Marçal apresentaram esta segunda-feira o livro ‘Pipocas com telemóvel’, no qual apresentam exemplos de falsa ciência. A homeopatia, uma forma de terapia alternativa, adoptada por milhões de portugueses, é para os autores o melhor exemplo de falsa ciência.



“Diz-se que há cerca de 3 milhões de portugueses a serem tratados pela homeopatia. Estão a ser enganados, porque não é mais do que água com açúcar”, afirmou David Marçal, doutorado em bioquímica pela Universidade Nova de Lisboa.

Carlos Fiolhais, professor catedrático no departamento de Física da Universidade de Coimbra, corrobora. “Alguém os anda a enganar. A verdade é que aquilo que as pessoas tomam não faz mal nenhum, a não ser à carteira”, comentou ao CM.

Para demonstrar que a homeopatia não funciona, Carlos Fiolhais e David Marçal tomaram uma caixa inteira de um medicamento homeopático à frente de uma plateia de cerca de 30 pessoas.

“O conceito passa por diluir uma substância activa para se atingir um resultado. A diluição é tão grande que não sobra nada da substância inicial. A memória da água, ao contrário do que já se tentou demonstrar, não existe”, afirmou David Marçal, sublinhando: “A homeopatia não tem base nenhuma de conhecimento científico”.

Confrontado com as declarações de Carlos Fiolhais e David Marçal, o presidente da Sociedade Homeopática de Portugal questionou os conhecimentos de ambos. “Dá vontade de rir ou talvez de chorar. São detractores da homeopatia, que é usada em muitos hospitais de referência em todo o mundo, como São Paulo, Viena ou Munique”, afirmou Francisco António Franco Patrício, recomendando aos dois investigadores “mais estudo sobre o que é a homeopatia”.

“Estes cientistas pensam que são o supra-sumo da barbatana. Deviam era estudar mais e melhor o que é a homeopatia”, acrescentou o médico de clinica geral, que pratica a homeopatia há 30 anos.

No livro são mostrados outros exemplos de falsa ciência, inclusive usada pelas escolas. “As crianças índigo, as lâmpadas que melhoram as capacidades das crianças são tudo exemplos de falsa ciência que são apresentados neste livro”, referiu Carlos Fiolhais.

cm