A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) detectou abusos na compra de dispositivos médicos (desfibrilhadores, pacemakers ou próteses), tendo encontrado casos em que um produto adquirido pelo mesmo hospital, no mesmo ano, apresentava uma diferença de 10 mil euros .



Emília Alves– coordenadora do sistema de informação do Infarmed que regista estes dispositivos – deu como exemplo um desfibrilhador, cujo preço "variou entre os 15 600 e os 26 500 euros".

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) gasta mil milhões de euros por ano com dispositivos médicos, e com a nova base de dados cada produto terá um código, que permite saber o preço antecipadamente.

Dados revelados pelo Boletim de Novembro do Infarmed, adiantam que já estão registados 759 mil dispositivos, distribuídos por 950 empresas fornecedoras.

Emília Alves adianta que no "grupo dos pacemakers, desfibrilhadores implantáveis e electrocateteres foram gastos, no primeiro semestre de 2012, cerca de 12 milhões de euros".

No caso das próteses da anca, para o mesmo período, os valores ascenderam a 2,5 milhões de euros.

O Ministério da Saúde liquidou 430 milhões de euros da dívida que tinha com as empresas fornecedoras de dispositivos, mas o valor em dívida ainda ascende aos 718 milhões de euros.

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