Wilson Eduardo com a história na mão

Quando, a 29 de setembro de 1971, a Académica jogou a segunda mão da primeira eliminatória da Taça UEFA, diante do Wolverhampton, talvez ninguém pensasse que só quatro décadas depois os estudantes voltassem à ribalta do futebol europeu.
Mas foi precisamente isso que aconteceu.
Nesse jogo, frente ao conjunto inglês, Manuel António apontou o último golo da Briosa em competições internacionais. Até aparecer Wilson Eduardo… quase 41 anos mais tarde.
O jovem extremo foi o autor do golo academista na 1.ª jornada deste Grupo B, na República Checa, diante do Viktoria Plzen.
O feito não foi suficiente para a sua equipa pontuar — derrota por 1-3 —, mas pelo menos foi o suficiente parar deixar bem vincada a ideia de que a Académica não iria apenas fazer figura de corpo presente na competição.
Tal como, de resto, se confirmou nos dois jogos seguintes, mais concretamente no empate caseiro com o Hapoel (1-1), e na derrota com o Atlético Madrid (1-2), na capital espanhola.
Hoje é muito provável que o número 28 faça parte das escolhas iniciais de Pedro Emanuel e, se tal acontecer, logicamente que Wilson Eduardo não descura voltar a faturar.
Até porque, tal como deu para perceber no jogo de Madrid, onde a Briosa se bateu de forma digna, em futebol tudo pode acontecer.
E porque não bater o pé ao colosso do país vizinho e relançar as contas do apuramento para a fase seguinte da Liga Europa?

Fonte: A Bola