Os crimes graves devem ser "severamente" punidos, segundo o juiz do Tribunal de Espinho, que ontem condenou um cadastrado a 13 anos de prisão por roubo, violação e posse de arma proibida. Luís Moreira da Rocha, de 49 anos, estava acusado de assaltar uma loja de compra e venda de ouro, no centro da cidade, e violar a funcionária, a 12 de Março de 2010. Está preso por outros processos.



"É difícil evitar uma pena severa neste tipo de crimes, ainda mais para alguém que tem um elenco de antecedentes criminais tão extenso", assegurou ontem o juiz Jorge Castro, durante a leitura do acórdão.

Entende o tribunal que as explicações que Luís Rocha deu para assegurar que não seria ele o autor do crime não convenceram ninguém. "Foram vagas e pouco esclarecedoras, ao contrário das declarações da vítima e das testemunhas", referiu Jorge Castro, lembrando ainda o telemóvel e uma bolsa da vítima que foram recuperados nas buscas domiciliárias efectuadas pela Polícia Judiciária.

As condenações de Luís, por crimes violentos, começaram logo quando tinha 20 anos. Em 2010, foi punido, em cúmulo jurídico, com 13 anos de prisão, por roubos, mas só foi capturado após o assalto à loja de ouro, em Março do mesmo ano.

Já no passado mês de Fevereiro, voltou a ser sentenciado, num outro processo de roubos, com nove anos de cadeia.

Por causa do ataque violento que sofreu, a funcionária da loja de ouro, de 29 anos, não mais recuperou do trauma.

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