Maria Alice Sousa tem 71 anos e é vendedora de castanhas. A sua profissão obriga-a a estar sempre na rua e, por isso, conhece bem a realidade da vila de Cascais. "De dia não é pior, mas à noite juntam-se uns grupos perto da estação e aí sim, é para ter medo", disse ao CM.



Maria Alice monta agora a sua banca perto da estação de comboios. Antes estivera na zona da marina. Foi aí que sofreu um dos "maiores sustos" da sua vida. "Houve um dia em que um ladrão veio direito a mim". A mulher gritou perante as ameaças e o pressentimento de que algo de mau lhe iria acontecer. Valeu-lhe a intervenção de familiares que estavam por perto. "Foi sorte", diz.

Na vila – conhecida por ser uma zona nobre da Grande Lisboa –, o policiamento "continua a ser pouco", segundo os moradores. Os assaltos ao comércio, a residências e a turistas continuam a ser uma preocupação. Na Baixa, o número de estrangeiros sobrepõe-se aos portugueses, mesmo já com o frio a chegar. Andam agarrados às malas e sempre em grupos. Na rua principal vêem apenas um polícia: está em serviço gratificado, à frente de uma ourivesaria assaltada já várias vezes.

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