Foi num misto de dor e revolta que a família do militar que anteontem morreu esmagado por uma árvore, em Viana do Castelo, assistiu à chegada do corpo, pelas 19h30, à paróquia de Nogueira, Vila Nova de Cerveira, onde hoje se realiza o funeral.



"É uma injustiça muito grande. É tremendo perder um filho único, com 22 anos, num acidente tão estúpido como este", disse ao CM um familiar, que preferiu não se identificar. Aliás, a família pediu a maior privacidade nestes momentos de dor.

Na pequena freguesia de S. Pedro da Torre, em Valença, onde Ricardo Gonçalves vivia com os avós, o ambiente era de choque e consternação. "Era um rapaz muito reservado e muito chegado aos avós", disse ao CM, emocionado, José Lopes, vizinho da família.

O militar era o único filho de um casal de emigrantes. Os pais chegaram ontem a Portugal para o funeral do filho, que tem lugar hoje, às 10h00, em Nogueira, Vila Nova de Cerveira, onde os pais têm residência.

Ricardo Gonçalves, 22 anos, sonhava com uma carreira ligada à vida militar. Estava há mais de três anos na Escola Prática de Serviços, na Póvoa de Varzim. Anteontem, foi esmagado por um eucalipto que acabara de cortar, juntamente com outros militares, nas obras de requalificação da carreira de tiro de Viana do Castelo.

Teve morte imediata. Os camaradas que o acompanhavam ficaram em choque e foram apoiados no local por uma equipa de psicólogos do INEM.

cm