Ricardo Costa tinha a ‘missão’ de levar todos os dias os colegas de trabalho, Pedro Castro e Maria Pintor, para a Duritcast, em Águeda, mas, na manhã de 17 de Março de 2011, o sono foi mais forte do que o jovem de 22 anos e o despiste na ‘curva do Marnel’, no IC2, em Lamas do Vouga, foi fatal. O Golf onde seguiam caiu por uma ravina com 25 metros. Pedro e Maria tiveram morte imediata e Ricardo vai ser julgado, quarta-feira, no Tribunal de Águeda, por dois homicídios por negligência.



Segundo o MP, o jovem, de Gondomar, adormeceu ao volante, momentos antes do acidente. "O cansaço era tanto que, apesar de virem todos a conversar, Ricardo não conseguiu manter os olhos abertos", refere a acusação. "Estava cansado, sonolento e não actuou com os cuidados mínimos, conduzindo com falta de atenção e prudência", explica o documento. "Este comportamento provocou a morte de Pedro Castro e Maria Pintor", acrescenta o despacho de pronúncia.

Apesar de gravemente ferido, Ricardo conseguiu subir a ravina e chegar à estrada, onde pediu socorro ao sogro, que passava na altura pelo local.

O arguido começou a trabalhar na empresa de fundições alguns meses antes do acidente e, desde então, passou a ter a responsabilidade de levar Pedro Castro, de 53 anos, também residente em Gondomar, e Maria Pintor, de 59 anos, moradora na Branca, Albergaria-a-Velha, para o trabalho. Os familiares das vítimas constituíram-se assistentes no processo.

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