Local do crime, à porta do alegado homicida

"Terror de Arnal" cumpriu ameaça e matou homem com 30 catanadas

Um homem com cerca de 30 anos matou outro, de 57, à catanada, e depois andou seis quilómetros para se entregar no posto da GNR.
O crime ocorreu este domingo de madrugada em Arnal, no concelho de Carrazeda de Ansiães, e deixou a população em estado de choque.
O presumível homicida já era conhecido como o "terror de Arnal". Tal como o JN noticiou no passado dia 12 de outubro, o povo andava aterrorizado.
Cerca da uma hora deste domingo, junto à entrada da sua casa, matou com 30 golpes de catana um habitante da aldeia, que era conhecido entre a população por ser "uma pessoa que não fazia mal a ninguém e que era muito querido por todos".
Ninguém conhece as razões porque se deu o crime, mas o povo já estava à espera. "Ele dizia à boca cheia que tinha de matar alguém para ir para a cadeia, onde podia comer e beber de borla. Pronto, já matou", desabafou, ao JN, João Gonçalves, visivelmente transtornado.
O cadáver foi transportado para o Hospital de Mirandela onde será autopsiado, enquanto o homicida vai ser ouvido em primeiro interrogatório para conhecer as medidas de coação.
O presumível homicida andava a provocar constantes desacatos, fazia ameaças de morte e no dia 8 desse mês espancara um homem de 64 anos sem qualquer motivo, partindo-lhe uma perna em dois sítios. As pessoas já não passavam na rua onde vivia e evitavam ir para terrenos agrícolas mais afastados.
A população fartou-se do clima de insegurança e fez um abaixo-assinado. Entregou-o às autoridades, subscrito por 56 dos cerca de 80 moradores, pedindo para que expulsassem o "terror" da terra, onde vivia sozinho numa casa que fora do avô depois de há pouco mais de um ano ter abandonado Mem Martins. Nesta zona de Sintra tinha já um extenso historial de criminalidade.

Fonte: Jornal de Notícias