Há alunos a pedirem a funcionários, professores e até colegas de turma que lhes dêem de comer para ‘matar a fome’. O fenómeno não é novo, dizem os directores, mas agrava-se com o impacto da crise.



A aumentar estão também os pedidos das famílias para mudar de escalão na Acção Social Escolar e aceder a refeições comparticipadas. Segundo o Ministério da Educação e Ciência, existem 10385 alunos com carências alimentares.

“Acontece e não é de agora. A crise já atinge muitas pessoas há muito tempo”, conta ao CM João Gabriel, director de um agrupamento de escolas no Pragal, dando conta que “muitos chegam a pedir ao colega do lado para dar qualquer coisa porque não comeram em casa”.

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