Com a região Norte a contar com o maior número de freguesias do País, é aqui que a reforma administrativa se faz sentir com mais impacto. A Guarda perde 12 freguesias, Viseu fica com menos 9 e Aveiro, por exemplo, passa de 14 para 10.



De acordo com a proposta da Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território, Águeda perde 45 por cento das freguesias – nove, no total –, enquanto Figueira de Castelo Rodrigo perde 41 por cento das freguesias – menos 7. O presidente da Câmara de Aveiro já criticou o que considera ser um "processo mal conduzido", que não traz "nenhuma poupança" aos cofres do Estado. O também presidente da Associação Nacional de Municípios considera que esta reforma "é mais um violento ataque à autonomia do poder local" e defende que apenas as assembleias municipais têm legitimidade para tomar tais decisões. Uma das primeiras formas de protesto foi exactamente a recusa das assembleias municipais em enviar propostas ao grupo de trabalho técnico.

A proposta, que ainda terá de ser aprovada no Parlamento, prevê que 1170 freguesias sejam agregadas, o que envolve mexidas em 230 municípios. O PS já garantiu que se opõe à extinção de freguesias sem a aprovação dos órgãos autárquicos, criticando os critérios que são usados no trabalho técnico.

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