Maquinistas do Metro Transportes do Sul (MTS) vão iniciar na segunda-feira [ hoje ] uma greve de três horas por turno que se prolonga até ao dia 17, alegando que a transportadora se tem recusado a negociar o acordo de empresa.



"Os maquinistas vão realizar uma greve de três horas no final de cada turno nos dias 12, 13, 15, 16 e 17 de Novembro, pois no dia 14 vão aderir à greve geral. Esta greve vai afectar as ligações e penso que haverá uma supressão na ordem dos 50%", disse à Lusa o presidente do Sindicato dos Maquinistas, António Medeiros.

Os maquinistas da empresa que opera nos concelhos de Almada e Seixal defendem a negociação do acordo de empresa de modo a terem o pagamento de subsídios de transporte e de refeição, reclamam alterações nas escalas de serviço e reivindicam melhores condições de segurança.

António Medeiros referiu que o sindicato representa cerca de 70% dos maquinistas da empresa, referindo que espera uma adesão total dos seus associados.

"Não conseguimos negociar com a administração do metro, daí que as formas de luta continuem. A solução passa por um equilíbrio entre os interesses da administração e os interesses dos trabalhadores", explicou.

Os maquinistas estão também em greve nas horas extraordinárias até ao final do mês.

A administração do Metro Transportes do Sul reafirmou, contudo, que tem "cumprido todos os trâmites a que está legalmente obrigada no âmbito do processo de negociação do acordo empresa".

"A MTS não só está de acordo com a existência de um subsídio de transporte e de escalas para os trabalhadores, como foi a própria a propor a sua existência. Repudiamos todas e quaisquer críticas do sindicato acerca das condições de trabalho ou segurança dos trabalhadores, tratando-se de um tema para o qual a MTS é particularmente sensível", refere a administração numa nota enviado à Lusa.

A empresa assegura que vai tomar as medidas necessárias no sentido de "minimizar qualquer impacto que a greve possa causar".

cm