Clonaram mais de 120 cartões de crédito e conseguiram sacar cerca de 240 mil euros. Venderam, com documentos falsos, carros alugados e outras viaturas que se apoderaram sem serem proprietários.



E até chegaram a burlar seguradoras. Os oito homens e as duas mulheres integravam um grupo extremamente organizado que foi desmantelado pela Directoria do Sul da Polícia Judiciária (PJ), após uma complexa e longa investigação. Os três cabecilhas já estão em prisão preventiva e o processo foi enviado, na semana passada, para o Ministério Público.

Os suspeitos, ao que o CM apurou, tinham base numa moradia em Moncarapacho, Olhão. Entre eles estão três britânicos – dois homens e uma mulher. O negócio do grupo criminoso começou em Março de 2011, com a constituição de uma empresa, com sede em Tavira, que serviu para contratar o aluguer de um terminal de multibanco. Era aí que utilizavam os cartões clonados, em pagamentos à empresa fictícia.

Para conseguir falsificar os cartões, o grupo comprou dados através da internet a uma empresa, com sede nos Estados Unidos da América, que se dedicava a recolher elementos de identificação bancária em sites de compras on-line.

Com os dados obtidos, o grupo regravou novas bandas magnéticas, que colocou em cartões de pontos, de gasolineiras ou cartões telefónicos. Clonaram mais de 120 cartões e fizeram transacções num valor a rondar o meio milhão de euros. No entanto, só conseguiram sacar para a conta da empresa cerca de 240 mil euros. O dinheiro era transferido para outra conta e movimentado através de cheques.

Em Setembro de 2011, constituíram uma nova empresa, que usaram para burlar uma sociedade de aluguer de carros e alguns proprietários (ver caixa). Pelo meio, sabe o Correio da Manhã, ainda tentaram burlar seguradoras de companhias aéreas.

ALUGAVAM CARROS QUE VENDIAM COM DADOS FALSOS

Os investigadores da PJ, especializados em crimes económicos, recolheram provas que ligam três dos suspeitos a uma segunda empresa fictícia usada para alugar carros, que depois eram vendidos com matrículas e documentos falsos. Foi vendida uma das viaturas por 8500 euros e estavam a ser negociadas as restantes em Espanha por 2000 euros cada. Em Novembro, os burlões conseguiram vender três carros que não lhes pertenciam, depois de terem ludibriado os proprietários.

cm