Governo lança PME Digital para diminuir fosso entre grandes e pequenas empresas

O ministro da Economia disse que o programa PME Digital, lançado hoje pelo Governo, vai permitir "diminuir o fosso digital existente entre as empresas maiores e as de menor dimensão", porque irá aumentar a produtividade das empresas.
O programa PME Digital, que visa contribuir para estimular a atividade económica das micro e pequenas empresas através da utilização das novas tecnologias, está, segundo Álvaro Santos Pereira, "desenhado para os próximos três anos" com o objectivo estratégico de atingir cerca de 30 mil empresas, numa base de mais de 350 mil.
Esta é uma iniciativa que o ministro da Economia sublinhou que será "paga pelos parceiros" e que "não tem custos para o Estado", acrescentando que o objetivo de 30 mil empresas "é realista", até porque o Governo não gosta "de lançar grandes números só para ficar bem na figura", mas sim "para cumprir".
"Trata-se de uma iniciativa que poderá ter um impacto significativo nas nossas empresas", defendeu Álvaro Santos Pereira, observando que as soluções ao abrigo do programa PME Digital "abrangem de forma transversal a actividade das empresas desde a simplificação ao cliente, à gestão interna e ao relacionamento com fornecedores e mercado".
O governante adiantou que, para Portugal "sair da crise económica, tem de claramente não só criar mecanismos para maior competitividade das nossas empresas, mas também ter apoios para o investimento muito fortes ao nível fiscal e financeiro".
Segundo dados fornecidos pelo Governo, cerca de metade das micro empresas não está ligada à internet e nas empresas com mais de 10 trabalhadores, 50% não possui 'site' ou portal. Em relação ao comércio electrónico, apenas 15% das micro empresas utiliza este meio de distribuição.
O programa PME Digital vai proporcionar às empresas o acesso a condições especiais, a um conjunto de produtos e serviços que lhes permitirão ter uma presença na internet, estimular o desenvolvimento de serviços electrónicos e a inserção de jovens qualificados que podem criar uma mais valia nas empresas.
A operacionalização do programa é liderada pelo setor privado, nomeadamente as empresas Zon, Vortal, Vodafone, PT, Microsoft, Primavera, Caixa Mágica, PHC, Optimus, IOL, Globaz, Gatewit, Amen, CTT e Unicre.
Os promotores são o IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação) e ACEP (Associação do Comércio Electrónico e Publicidade Interactiva).
O programa vai percorrer os 18 distritos do Continente, envolvendo 40 associações empresariais e cerca de 4000 PME nas sessões de promoção.

Fonte: SOL