Passos e a austeridade: 'Não há outra forma de superar a crise'

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje, em Bruxelas, que a austeridade é a única forma de ultrapassar a crise num país com um elevado nível de endividamento, como é o caso de Portugal.
«Quando um país permanece endividado, tem de haver austeridade. Não há outra forma de superar a crise», afirmou Pedro Passos Coelho, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião dos 'Amigos da Coesão', numa resposta em inglês a uma questão colocada pela imprensa internacional.
«É isso que estamos a fazer em Portugal. Estamos a reduzir a despesa pública, mas estamos também a concretizar um programa muito ambicioso de reformas estruturais», acrescentou o primeiro-ministro, referindo que, no futuro, estas medidas vão resultar «em crescimento e criação de emprego».
Passos Coelho afirmou que, se Portugal «conseguir cumprir os objectivos do seu programa de ajustamento, pode recuperar alguma credibilidade e confiança dos cidadãos e do mercado».
O primeiro-ministro salientou ainda que «o crescimento não vem apenas de medidas de austeridade», resultando também de «transformação estrutural e de fundos de coesão».
Os líderes dos 15 países 'Amigos da Coesão' reuniram-se hoje no Parlamento Europeu, em Bruxelas, para debater o Quadro Financeiro Plurianual 2014-2020 da União Europeia (UE), numa iniciativa do primeiro-ministro, Passos Coelho, e do seu homólogo polaco.
A iniciativa contou também com as presenças dos presidentes os presidentes do Parlamento Europeu, Martin Schulz, e da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.
O grupo dos 'Amigos da Coesão' - Bulgária, Espanha, Estónia, Grécia, Hungria, Lituânia, Letónia, Malta, Polónia, Portugal, República Checa, Roménia, Eslovénia, Eslováquia e Croácia - foi criado por iniciativa de Varsóvia, em 2010.

Fonte: Lusa/SOL