A primeira queixa contra António Pereira, pai do ex-guarda-redes do Sporting Nelson, foi apresentada à PJ em Maio de 2010.



O homem, de 66 anos, ex-motorista de uma carrinha escolar, voltou ontem ao Tribunal de Torres Vedras, onde está a ser julgado por oito crimes de abuso sexual – segundo a acusação do Ministério Público, o arguido apalpava as oito meninas, entre os três e os nove anos, durante o trajecto para a escola.

Dois anos depois dos factos, algumas das vítimas menores não recuperaram do trauma e ainda sofrem com os abusos de que foram alvo. Recebem, por isso, apoio psicológico.

A primeira denúncia partiu da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, alertada por um médico que examinou a primeira vítima, então com nove anos. A Polícia Judiciária de Lisboa foi contactada pouco depois. A menina apresentava, apurou o CM, crises de ansiedade e tristeza, acabando por confessar a um especialista os abusos sexuais de que era vítima.

Na altura, os rumores já eram muitos na aldeia de Outeiro da Cabeça, onde António Pereira era motorista da carrinha escolar, assegurada pela Junta de Freguesia. Mas o suspeito, hoje em prisão domiciliária, continuou a levar crianças à escola mais quatro meses – até Setembro. António Pereira conta com o filho como testemunha. Nelson está até amanhã na Croácia, a participar no curso específico de treinadores de guarda-redes

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