A RTP "reconhece que as 'estrelas' têm de ser remuneradas a preço de mercado", mas não descura acordos de redução salarial "nos casos em que seja possível fazê-lo", diz ao CM fonte de administração da empresa pública.



Ontem, no Parlamento, o deputado Raul de Almeida voltou a criticar os "salários milionários das estrelas" da RTP. "Não me calarei até isto persistir. Sei que a questão não depende da administração. Mas não deixarei de continuar a apelar à consciência das estrelas cujos salários excedem os 20 mil euros, que cedam reduzi-los voluntariamente", diz ao CM o deputado do CDS-PP.

Quanto às figuras que já reduziram o ordenado, como Catarina Furtado ou José Carlos Malato, o deputado é peremptório: "Baixar de 30 para 20 mil euros é ofensivo, tendo em conta o que ganham muitos trabalhadores qualificados da RTP". Mas fonte da administração da RTP diz ao CM que "se as televisões querem ter figuras de referência, têm de estar preparadas para pagar o preço de mercado".

Sobre as declarações do ministro Miguel Relvas, que ontem afirmou que "a RTP tem de saber viver sem a indemnização compensatória", a RTP "não comenta declarações do accionista".

O ministro não apresentou o novo modelo de gestão da RTP e disse ainda que o País não pode gastar dinheiro com a transmissão dos jogos de futebol.

O Governo anunciou também que vão ser alterados "um total de 16 diplomas na área da comunicação social", o que inclui um conjunto de incentivos.

cm