Há um dado novo no escândalo que está a abalar as altas esferas políticas e militares norte -americanas. Afinal, Jill Kelley, a mulher cuja denúncia esteve na origem da investigação do FBI que levou à demissão do director da CIA, David Petraeus, devido a um affaire, é ela própria suspeita de ter um relacionamento ilícito com o general John Allen, sucessor de Petraeus no Afeganistão e futuro comandante da NATO na Europa.



Kelley, que faz voluntariado social na base aérea de McDill, na Florida, está no centro do escândalo que levou à queda de Petraeus, de 60 anos. Em Maio, ela queixou-se ao FBI de ter recebido vários mails anónimos avisando-a para se afastar do director da CIA. A agência federal apurou que tinham sido enviados por Paula Broadwell, 40 anos, biógrafa de Petraeus, e descobriu também que ela tinha mantido durante meses uma relação secreta com o director da CIA. Petraeus admitiu tudo e demitiu-se na passada sexta-feira.

Soube-se agora, no entanto, que a própria Jill Kelley, de 37 anos, terá trocado milhares de mails "de teor inapropriado" com outro alto responsável militar, o general John Allen, de 58 anos, actual comandante das forças dos EUA e da NATO no Afeganistão, escolhido no mês passado como próximo comandante supremo das forças da NATO na Europa. A sua nomeação foi já suspensa pela Casa Branca enquanto decorre o processo de averiguações. Em comunicado, Allen reconheceu tratar Kelley por "querida" nos referidos mails, mas negou categoricamente qualquer envolvimento de cariz sexual entre os dois.

Tanto Kelley como Allen são casados, tal como os outros envolvidos neste caso, Petraeus e Broadwell. O adultério é considerado crime pela Justiça Militar dos EUA, o que significa que quer Allen quer Petraeus poderão ter de responder pelos seus actos perante um tribunal marcial.

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