1. #1

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    Padrão Greve geral ... as notícias

    Os primeiros dados da greve geral nos transportes apontam para uma "forte adesão" quer no sector público quer no privado. O Metro de Lisboa está parado.



    "Tendo como referência as últimas três greves podemos dizer que a de hoje é a que regista uma maior adesão quer no sector privado quer no sector público, com alguns transportes a registarem 100% como o Metropolitano [de Lisboa] e uma paralisação quase total na CP e nos transportes rodoviário e fluvial", disse à Lusa, José Manuel Oliveira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS).

    O sindicalista não quis dar uma percentagem exacta da adesão à greve nos transportes porque ainda está a receber informação de outras empresas espalhadas pelo país.

    "Posso dizer que o Metro está parado, o transporte fluvial está reduzido aos serviços mínimos quer no rio Tejo quer no Sado, a CP nem sequer está a conseguir fazer aquilo que são os serviços mínimos. Temos os Transportes Sul do Tejo (TST) com 90% de adesão e a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) com 100%", disse.

    De acordo com José Manuel Oliveira, a Rodoviária de Entre Douro e Minho, em Braga está a trabalhar com serviços mínimos, a rodoviária da Beira litoral, em Coimbra com 95% e os transportes urbanos de Coimbra com 90%.

    "A Carris em Santo Amaro está com 70% de adesão e na Pontinha, apesar da intervenção da polícia que carregou sobre o piquete de greve, só tinham às 07h00 saído 20 autocarros", contou.

    No que diz respeito aos portos e controlo de navegação marítima e dos centros operacionais de correios, a FECTRANS refere que está a ser registada uma adesão superior a 85% em Lisboa, Coimbra e Porto.

    De acordo com a FECTRANS, a maioria dos estabelecimentos da REFER estão na sua maioria encerrados e os que funcionam, apenas estão a assegurar os serviços mínimos.

    cm

  2. #2

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    Greve Geral : Adesão dos enfermeiros entre 57 e 100%

    A adesão dos enfermeiros à greve geral nos hospitais do país variava ao início da manhã desta quarta-feira entre os 57 e 100%, anunciou a CGTP, adiantando que vários serviços de urgência registaram uma paralisação total de enfermeiros e de pessoal auxiliar.



    Segundo a CGTP, que aponta dados recolhidos às 7h00, registou-se uma adesão total à greve geral dos enfermeiros nos hospitais do Fundão, Lamego, Tondela, Peniche, D. Estefânia, Peso da Régua, Torres Novas e Montijo, sendo que a central sindical não dispunha ainda a informação de todos os estabelecimentos hospitalares do país.

    Já no hospital da Covilhã, o pessoal auxiliar das urgências também não compareceu ao trabalho, registando-se igualmente uma adesão de 100% no serviço de urgência do Centro Hospitalar dos Covões e na Maternidade Daniel de Matos, ambos em Coimbra.

    A greve geral, convocada pela CGTP, visa protestar contra o agravamento das políticas de austeridade e em defesa de políticas alternativas que favoreçam o crescimento económico.

    cm

  3. #3

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    Comboios parados desde as 22.00 horas, de ontem

    A circulação de comboios está parada desde as 22.00 horas desta terça-feira em todo o país, avançou à agência Lusa fonte sindical do setor, fazendo o balanço do primeiro impacto da greve geral na CP.



    Convocada pela CGTP, a greve geral, de 24 horas, inicia-se às 00.00 horas de quarta-feira, mas começou a ter impactos já na noite de terça-feira, durante os turnos laborais noturnos que se estendem pela madrugada.

    Nenhum comboio está a circular em Portugal desde as 22.00 horas, na sequência da adesão à paralisação dos revisores e funcionários das bilheteiras da CP do turno da noite, que termina às 08.00 horas de quarta-feira, indicou à agência Lusa o presidente do Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante, Luís Bravo.

    A fonte adiantou que a adesão à greve dos trabalhadores da área comercial foi total nas linhas urbanas de Lisboa e do Porto.

    Da CP não foi ainda possível obter uma reação.

    cm

  4. #4

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    Greve Geral: Milhares de pessoas manifestam-se em frente à AR

    A manifestação hoje convocada pela CGTP chegou pelas 15:30 à Assembleia da República, em Lisboa, com milhares de cidadãos a entoar cânticos contra o Governo e as medidas de austeridade.



    "É preciso, é urgente, correr com esta gente" ou "Abril de novo, com a força do povo", são algumas das frases mais ouvidas no percurso dos manifestantes que se iniciou no Rossio.

    O secretário-geral da CGTP Arménio Carlos encabeça a frente da manifestação, lado a lado com outros elementos da direção da entidade sindical e de algumas figuras do mundo político.

    Nas escadarias da Assembleia da República, bem como em toda a zona envolvente, é possível observar um significativo aparato policial, havendo uma barreira de grades destinada a separar os polícias dos manifestantes.

    A este protesto, que partiu da praça do Rossio em direção à Assembleia da República, aderiram vários movimentos e grupos sociais e os estivadores (trabalhadores dos portos) que começaram por se concentrar no Cais do Sodré.

    O movimento “Que se lixe a 'troika'" e a associação Precários Inflexíveis também aderiram à manifestação, tendo iniciado a marcha na embaixada de Espanha.

    A encabeçar a manifestação estão os elementos da direção da CGTP que empunham bandeiras central sindical, acompanhados de algumas figuras políticas.

    Os manifestantes gritam várias palavras de ordem, entre as quais “Esta divida não é nossa”, “Espanha, Grécia, Itália e Portugal, a nossa greve é internacional” e ainda "Fora, fora, fora daqui a fome, a miséria e o FMI”.

    Durante o percurso, foram lançados alguns petardos, a PSP reforçou o dispositivo de segurança e um grupo de manifestantes incendiaram uma várias caixas de multibanco.

    lusa

  5. #5

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    Greve geral: bombeiros do Algarve deslocados para Lisboa

    Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Associação Nacional de Bombeiros alertam que segurançana Portela pode estar em causa.

    O Sindicato dos Trabalhadores de Aviação e Aeroportos acusou a administração da ANA-Aeroportos de colocar em causa a segurança de pessoas e bens do aeroporto da Portela na sequência da deslocação de bombeiros de Faro para Lisboa.

    Segundo o sindicato, o conselho de administração da ANA deslocou para o aeroporto da Portela, em Lisboa, dez bombeiros da empresa Consulsado para dar assistência aos voos e garantir os serviços mínimos.

    «A ANA fez deslocar de Faro trabalhadores de uma empresa privada para vir a Lisboa, uma vez que os da Portela, os Sapadores, tinham emitido um pré-aviso de greve», disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Aviação e Aeroportos (SITAVA), José Simão.

    Este procedimento «põe em causa a segurança de pessoas e bens», uma vez que estes bombeiros estão preparados para agir no aeroporto de Faro e não no de Lisboa.

    «Não estamos a falar de quaisquer bombeiros, com o devido respeito por todos. Todas as aeronaves têm de ter o apoio destes bombeiros, sem os quais não podem ser realizadas partidas e chegadas. Estes bombeiros têm de conhecer o aeroporto e os seus planos de emergência», lembrou o sindicalista.

    Além disso, salientou, «alguns destes bombeiros que foram deslocados saíram de um turno à meia-noite e vieram para Lisboa, o que representa também uma violação do horário de trabalho e dos seus descansos numa profissão de alto risco onde têm de estar com todos os sentidos alerta».

    O SITAVA acusa ainda a ANA de «pôr em causa» a adesão à greve dos Sapadores de Bombeiros de Lisboa.

    José Simão adiantou ainda à Lusa que já denunciou esta situação ao INAC, a Autoridade Aeroportuária.

    De acordo com a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais e o Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais, as entidades foram alertadas na terça-feira, pelos seus associados, da decisão de deslocar bombeiros de Faro para Lisboa, caso os Bombeiros Sapadores de Lisboa, pertencentes ao destacamento do aeroporto de Lisboa, fizessem greve.

    O sindicato e a associação condenaram esta atitude da ANA, considerando que o procedimento «vai contra a lei e prejudica o direito à greve», cita a Lusa.

    A administração da ANA Aeroportos admitiu que requisitou bombeiros do aeroporto de Faro para substituir os profissionais de Lisboa em greve, mas garantiu que os serviços não chegaram a ser usados porque a Câmara de Lisboa assegurou a operação, escreve a Lusa.

    lusa

  6. #6

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    Greve geral na Madeira está a corresponder às expectativas

    O coordenador da União dos Sindicatos da Madeira (USAM), Álvaro Silva, disse hoje que a greve geral «está a corresponder às expectativas», admitindo que a adesão à paralisação, convocada pela CGTP, possa ser superior à de 22 de Março.

    “Até agora, dos dados de que dispomos transmitidos pelos dirigentes de vários sindicatos, o balanço é de que a greve geral está a corresponder às expectativas”, disse à agência Lusa Álvaro Silva.

    Segundo o sindicalista, os primeiros dados apontam para a existência “de serviços mínimos em muitos centros de saúde da região”, o mesmo sucedendo nos hospitais dos Marmeleiros e João Almada, no Funchal.

    Na Câmara do Funchal houve 100% de adesão dos trabalhadores da limpeza urbana, enquanto nos resíduos sólidos 60% dos funcionários não compareceram ao serviço.

    Álvaro Silva adiantou que nesta autarquia “há muitos serviços a meio gás” e acrescentou estarem a ser cometidas “ilegalidades” por parte de um grupo hoteleiro da Madeira que recorreu a trabalho externo para colmatar a greve dos trabalhadores.

    O sindicalista salientou que a greve geral é um “momento de indignação” contra as políticas de austeridade do Governo, de coligação PSD/CDS-PP.

    “Apesar de com a paralisação os trabalhadores perderem um dia de trabalho no salário – que faz muita falta -, é certo que com o Orçamento do Estado para 2013 vão perder semanas”, declarou, considerando que este é o momento para dizer “basta”.

    Na transportadora Horários do Funchal, dos 100 autocarros que deveriam ter saído desde as 05:00, fizeram-se à estrada metade, referiu o responsável do Sindicato dos Rodoviários e Atividades Metalúrgicas, António Gouveia.

    “É um bom indício”, considerou António Gouveia, referindo que, a manter-se estes dados, esta será a maior adesão de sempre a uma greve geral desde que a empresa foi fundada, em 1987.

    A CGTP informa ainda que na empresa de laticínios ILMA a adesão à greve é de 100%.

    Já a presidente do Sindicato dos Professores da Madeira, Sofia Canha, considerou que, “não tendo sido a adesão à greve tão expressiva como era desejável”, há contudo “casos pontuais e significativos”.

    “As escolas do 1.º ciclo do Jardim da Serra, Câmara de Lobos, e de São Jorge, Santana, estão sem aulas”, referiu, adiantando existirem outros estabelecimentos em que 80% dos professores optaram pela paralisação.

    Sofia Canha reconheceu que “quanto mais expressiva for a greve, o sinal transmitido ao Governo é mais forte”, sustentando que o contrário “pode ser interpretado como resignação e satisfação com as medidas de austeridade, o que não é o caso”.

    A responsável afiançou que, independentemente do resultado, a “luta não fica por aqui”.

    Na área da Justiça, o Sindicato dos Funcionários Judiciais informou que nos tribunais da região a adesão à greve situa-se nos 51%, com exceção do Tribunal Judicial do Porto Santo, que apenas está a garantir serviços mínimos.

    “Houve julgamentos e outras diligências adiadas devido ao protesto”, acrescentou o coordenador regional Rui Caires, adiantando que os trabalhadores vão concentrar-se no Funchal, no âmbito de uma iniciativa da USAM, o que acontece pela primeira vez.

    A USAM promove hoje, pelas 11:00, uma concentração de trabalhadores na avenida Arriaga, no Funchal, na qual deverá ser aprovada uma moção.

    O documento será entregue pelas 12:15 na residência oficial do presidente do Governo Regional da Madeira. Antes, os trabalhadores vão à assembleia legislativa.

    lusa

  7. #7

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    Greve está a ser "êxito que se esperava", dizem sindicatos

    O coordenador da União dos Sindicatos do Porto (USP), João Torres, considerou hoje que todos os dados já recolhidos no distrito permitem concluir que a adesão à greve geral "confirma o êxito que se previa e esperava".



    "Ainda estamos muito longe de ter dados de todos os setores, mas estamos muito contentes com a paralisação, quer na administração pública central e local como no privado", afirmou.

    Segundo João Torres, "é com grande regozijo" que a USP regista uma participação "muito elevada" dos trabalhadores nesta greve.

    "Não nos surpreendeu, estamos muito satisfeitos. Sabíamos que iria ser grande, atingindo tribunais, escolas, autarquias, transportes e empresas do setor privado", explicou.

    O coordenador enalteceu "a greve histórica registada na Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP)", que impediu a saída de qualquer veículo.

    De acordo com dados recolhidos pela Lusa, no distrito do Porto, dezenas de escolas não abriram hoje as portas devido à greve, sendo que em Matosinhos, por exemplo, 26 das 59 escolas encontram-se encerradas.

    João Torres salientou ainda a paralisação de trabalhadores do setor da construção civil, afirmando que "cerca de 40 empresas registaram uma forte adesão", que ficou entre os 50 e os 80 %.

    Na área da justiça, a USP refere que a adesão foi total nos 2.º e 3.º juízos cível do Porto, nos tribunais judiciais de Amarante e Marco de Canavezes e na 1.ª secção do 3.º juízo do tribunal de família e menores do Porto.

    As juntas de freguesia de Leça da Palmeira, Perafita e Leça do Bailo, em Matosinhos, encontram-se encerradas, bem como as de Miragaia, Vitória, Campanhã e Lordelo do Ouro, no Porto, acrescenta a USP.

    A USP promove hoje à tarde uma concentração na praça da Liberdade, seguida de manifestação pelas ruas da baixa do Porto

    lusa

  8. #8

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    Greve em Braga com «adesão histórica», diz União de Sindicatos

    A adesão à greve geral de hoje "está a ser histórica" no distrito de Braga, com escolas fechadas, lixo por recolher e correio por distribuir, além de uma "grande adesão" em empresas privadas.

    Segundo dados fornecidos à Lusa pelo Sindicato de Professores do Norte (SPN), há um número "significativo" de escolas fechadas no distrito, desde infantários a escolas secundárias, com unidades escolares a registarem 100 % de adesão.

    Em declarações à Lusa, o coordenador da USB, Joaquim Daniel, afirmou que esta ação de luta está a ser "fortemente participada", porque os trabalhadores estão cansados e com "isposição para o protesto.

    Nas cidades de Braga e Barcelos, a adesão por parte dos trabalhadores que tratam da recolha do lixo foi de "100 por cento" e, em Famalicão, houve também uma adesão "significativa", segundo a USB.

    "Os números da adesão à greve de hoje ultrapassam largamente os números de todas as greves gerais dos últimos anos", afirmou Joaquim Daniel.

    Segundo o sindicalista, esta "adesão histórica" tem explicação no descontentamento dos trabalhadores: "Há uma grande predisposição das pessoas e dos trabalhadores para o protesto, porque a população está cansada de sacrifícios e injustiças".

    Quanto a escolas, o SPN disse ser ainda cedo para um balanço geral mas, segundo a responsável Júlia Vale, "os números conhecidos são animadores e demonstram o descontentamento dos profissionais das escolas".

    Estão encerradas escolas em Guimarães, Braga, Barcelos, Póvoa de Lanhoso e Vizela, "não só pela adesão de professores e funcionários das escolas, mas também porque há escolas cujas empresas de fornecimento de refeições aderiram à greve, não havendo assim almoços para os estudantes".

    Além do setor público, Joaquim Daniel apontou uma "fortíssima adesão" em empresas do setor privado.

    "No complexo da Grundig (Braga), a paralisação é praticamente total desde o turno da manhã. Há grandes têxteis paradas em Famalicão e empresas com menos porte que também não estão a trabalhar", disse.

    Para as 15:00 está marcada uma concentração nos centros de Braga e de Guimarães, para as quais o coordenador da USB espera "grande mobilização".

    Pela cidade de Braga, os efeitos da greve são visíveis: há lixo nas ruas, contentores cheios e o carteiro não tocou a nenhuma campainha, o que não agradou a todos os bracarenses.

    "Estava à espera de uma carta da Segurança Social muito importante. Eu entendo a greve, mas podia era ser amanhã", explicou à Lusa António Salvado, recém-desempregado que espera os "papéis para meter” o subsídio de desemprego.

    "Talvez cheguem amanhã", disse.

    lusa

  9. #9

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    Greve Geral em Portugal: números por distrito

    O esquerda.net publica, neste artigo, informações sobre a adesão à Greve Geral nos diferentes distritos/regiões do país.



    Açores

    Os alunos da Universidade dos Açores, em Ponta Delgada, fecharam a cadeado os portões deste estabelecimento. Também os portões da Escola Tomás de Borba, em Angra do Heroísmo, se encontravam encerrados esta manhã, assim como não houve atividades nos estabelecimentos de ensino em São Brás e Porto Formoso, ambos na ilha de S.Miguel. Durante a madrugada, a adesão à greve geral nos hospitais e centros de saúde foi de 67 por cento. Em Ponta Delgada, a greve também condicionou a recolha de lixo e vários serviços das autarquias.

    Aveiro

    A Greve Geral paralisou os transportes urbanos em Aveiro. Os serviços de urgência dos hospitais de Aveiro, Santa Maria da Feira e Águeda funcionavam apenas com os serviços mínimos no turno das 8h. No hospital de S. João da Madeira, o serviço de urgências registou uma adesão de 70%. Na Move Aveiro a greve teve uma adesão de 100% e na Câmara de Santa Maria da Feira de 80%. No setor corticeiro, a SOCORRI registou níveis de adesão entre os 30% e os 83%, mediante os turnos. Já na Amorim Revestimentos, a adesão foi de 85% dos trabalhadores no turno das 5h. No que respeita ao setor têxtil, a Huber Tricot teve uma adesão de 40% no turno das 8h. A Provini, do setor da alimentação, a paralisação foi de 100%. Na Renault a greve atingiu os 75% no turno das 6h, na Flexipol ascendeu aos 77% e na Funfrap fixou-se nos 70%. Em Ovar não houve aulas na Escola sede Sec. José Macedo Fragateiro e na EB 2,3 Antónuio Dias Simões.

    Beja

    No Hospital de Beja e de Serpa a adesão é de 81% no setor dos enfermeiros. O serviço de Finanças de Beja também se encontra encerrado e, no matadouro de Beja, a adesão à Greve ultrapassa os 50%. A adesão à greve na Rodoviária do Alentejo situa-se "entre os 25 e os 30%". As câmaras de Serpa e Castro Verde estão fechadas e há taxas de adesão à greve "muito significativas" em várias autarquias, como Beja (96%), Aljustrel (95%), Moura (91%) e Mértola (84%), Alvito (79%), Odemira e Vidigueira (78%), Ferreira do Alentejo (70%) e Cuba (50%). Na Assembleia Distrital de Beja a paralisação é de 100%. A Greve Geral deixou sem recolha de lixo e limpeza de ruas 12 dos 14 concelhos do distrito. Várias juntas de freguesia estão encerradas. Foram também encerrados pelo menos 41 estabelecimentos de ensino.

    Braga

    A Rodoviária de Entre Douro e Minho está a trabalhar com serviços mínimos e existem várias escolas fechadas no distrito. Nas cidades de Braga e Barcelos, a adesão por parte dos trabalhadores que tratam da recolha do lixo foi de 100% e, em Famalicão a adesão foi "significativa". No complexo da Grundig (Braga), a paralisação é praticamente total desde o turno da manhã. Existem ainda várias empresas encerradas em Famalicão.

    Bragança

    Foram encerrados vários serviços públicos neste distrito, como o canil intermunicipal de Vimioso, a junta de freguesia da Sé, várias tesourarias das finanças locais, o agrupamento de escolas do primeiro ciclo de Alfândega da Fé, a Delegação Aduaneira de Bragança e os refeitórios das escolas Abade de Baçal e Miguel Torga de Bragança. Nos serviços municipalizados de Mirandela, os sindicatos apontam para uma adesão de 95% e nas oficinas municipais de 90%. Também se registou o encerramento de alguns estabelecimentos privados, como é o caso da padaria Seramota de Mirandela. Na EDP Técnica de Bragança a adesão à paralisação é de 50%. Na área da saúde, a adesão dos enfermeiros foi de 80%. Nos CTT de Torre de Moncorvo, a adesão foi de 99 por cento.

    Castelo Branco

    Nos primeiros turnos de hoje houve 100 % de adesão dos enfermeiros à greve no Hospital do Fundão, 84% no Hospital da Covilhã e e 75% no Hospital de Castelo Branco. Ao nível dos assistentes operacionais a paralisação é de 76,48% no Hospital da Covilhã e de 38% no Hospital de Castelo Branco. A adesão no hospital da Covilhã ultrapassou os 90% no turno da noite. Registou-se uma paralisação total na fábrica Alçada. Na Pereira e Paulo de Oliveira (uma das maiores unidades de lanifícios da Europa) e na Tessimax, a adesão à greve é de 60 e 85 por cento, respetivamente. Os sindicatos dsalientam ainda as adesões de 33 por cento no setor de limpeza da Câmara da Covilhã, de 15 por cento na Danone e 20 por cento na Delphi.

    Coimbra

    A rodoviária da Beira litoral, em Coimbra, conta com 95% de adesão à Greve e os transportes urbanos de Coimbra com 90%. O protesto levou ao encerramento de várias escolas, entre as quais a José Falcão, Martim de Freitas, Avelar Brotero, Dra Alice Gouveia, Norton de Matos e a de Ceira. Registou-se ainda uma elevada adesão à greve geral nos hospitais de Coimbra. O Instituto Português de Oncologia foi onde a adesão foi maior.

    Évora

    Registou-se uma adesão de 100% no setor da higiene e recolha do lixo. Os edifícios dos municípios de Arraiolos, Vendas Novas, Montemor-o-Novo e Mora foram encerrados, assim como várias escolas e o registo e conservatória de Arraiolos. Os tribunais e centros de saúde funcionam a “meio-gás” e 70% dos enfermeiros do Hospital de Évora do turno da madrugada aderiram à Greve. Na empresa AIS, de componentes automóveis, a adesão rondou “os 72%, no turno da madrugada.

    Faro

    Cinquenta e oito escolas e jardins-de-infância foram encerrados. A recolha do lixo está paralisada a 100% em Loulé, São Brás de Alportel e Vila do Bispo, e muito comprometida nos restantes concelhos. A paralisação levou ao encerramento de várias juntas de freguesia e de serviços municipais. Nos portos a paralisação foi total. A lota de Olhão e o mercado de Lagos encerraram e 75% da frota de pesca do porto olhanense esteve parada. 95% dos trabalhadores dos estaleiros de Tavira estão em greve. Os bombeiros municipais de Tavira e os bombeiros voluntários de Vila do Bispo estão a trabalhar com serviços mínimos. As repartições de finanças de Lagoa e de Olhão também estão encerradas. Várias instituições particulares de solidariedade social e misericórdias estão apenas a assegurar os serviços indispensáveis. A adesão no setor ferroviário é de 100%. No Jumbo de Faro a adesão é de 40% e no Minipreço de Vila Real de Santo António, de 75%. Na saúde, no hospital de Faro, Centro Hospital do Barlavento Algarvio e hospital de Lagos, a greve dos enfermeiros, no turno da noite, chegou aos 71%, 60,78% e 57,1%, respetivamente.

    Guarda

    A adesão dos enfermeiros à Greve no Hospital do Fundão é de 100%. Estão encerrados os serviços de Finanças e do Tribunal de Trabalho da cidade da Guarda. Foram ainda encerradas as atividades letivas no Centro Escolar da Sequeira, nas escolas de Lameirinhas, Adães Bermudes, Pera do Moço, Maçainhas, Castanheira, Espírito Santo, escola do 1.º ciclo de Vale de Azares (Celorico da Beira), Fornos de Algodres e Manteigas. Na Fundação Côa Parque, em Vila Nova de Foz Côa, a adesão dos funcionários foi de 80%. O Parque Arqueológico encerrou as visitas guiadas. Alguns serviços administrativos e de recolha de lixo das Câmaras Municipais do distrito da Guarda estão parados.

    Leiria

    O setor metalúrgico e dedicado à indústria automóvel regista uma adesão que ultrapassa os 60%. Na saúde, a paralisação dos enfermeiros atingiu os 100% e os 86% nos hospitais de Peniche e de Alcobaça no primeiro turno, respetivamente. Várias escolas foram encerradas, entre as quais a Escola Secundária Calazans Duarte, (Marinha Grande), Escola Secundária D. Inês de Castro (Alcobaça), Escola Secundária de Pombal (Pombal) e Escola EB 2,3 Dr. Correia Mateus (Leiria). A adesão à greve na Rodoviária do Tejo é da ordem dos 90%. A Caixa Geral de Depósitos em Leiria e na Marinha Grande encerrou, assim como os serviços das Finanças de Leiria.

    Lisboa

    Registou-se uma adesão de 100% no turno da manhã da recolha de lixo em Loures; 100% de adesão na recolha de resíduos sólidos na Câmara Municipal da Amadora; recolha de resíduos sólidos em Sintra com 100% de adesão; 100% de adesão no serviço especial de limpeza da CM Lisboa; 90% de adesão na recolha de resíduos sólidos em Vila Franca de Xira. Na Carris a adesão à greve é de 85% e na Transtejo e Soflusa apenas funcionam os serviços mínimos. 70% dos voos agendados para o aeroporto da Portela foram cancelados. Na REFER, 80% dos trabalhadores aderiram à paralisação. A área operacional da CP - Carga encerrou. O metropolitano de Lisboa também está encerrado e a adesão à Greve Geral nos portos de Lisboa é de 100%. O Castelo de São Jorge, o Teatro Municipal São Luiz, o Museu do Fado, o Teatro Municipal Maria Matos, o Padrão dos Descobrimentos, o Museu da Marioneta e a Casa Fernando Pessoa estão encerrados devido à Greve Geral. O Hospital de São José registou uma adesão de 93 %, a maternidade Magalhães Coutinho e o hospital D. Estefânia em Lisboa registaram uma adesão de 100 %, funcionando apenas os serviços mínimos. No Bloco Operatório do Hospital dos Lusíadas, uma entidade privada, todos os enfermeiros aderiram ao protesto. Vários estabelecimentos de ensino foram encerrados, como a Escola de Música do Conservatório Nacional, a EB2, 3 Lindley Cintra, a EB1/JI da Ameixoeira, a EBI Quinta de Marrocos, o Agrupamento de Escolas das Olaias, a EB2, 3 D. José I, a EB1 nº19, a EB1 das Galinheiras, O Agrupamento de Escolas D. Francisco Manuel de Melo, na Amadora, e a escolas ES Alves Redol (Vila Franca de Xira). Na fábrica de travões FBP registou-se uma adesão de 90% dos trabalhadores à greve nos primeiros dois turnos e no departamento de Instalações Eléctricas e Mecânicas da Câmara Municipal Lisboa registou-se uma adesão de 80% dos electricistas. Verificou-se também uma adesão de 100% na Acral; 97% na Tudor Exide; 71% no primeiro turno da BA-Vidro; 93% de adesão na Centralce; 91% na Saint-Gobain Sekurit Portugal; 90% dos trabalhadores da Hydro Portalex. Na Imprensa Nacional, no primeiro turno, todos os trabalhadores aderiram à greve geral e, no segundo turno, houve uma adesão de 91%. Diversas IPSSs do distrito de Lisboa estão hoje encerradas.

    Madeira

    A empresa Aeroportos e Navegação Aérea da Madeira (ANAM) estima que 1.600 passageiros serão afetados pela Greve Geral, que já determinou o cancelamento de 18 voos com origem e destino na Região. A adesão de trabalhadores de limpeza urbana e recolha de lixo da Câmara Municipal do Funchal atinge os 100 e os 60% respetivamente, segundo dados do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) relativos aos turnos iniciados dia 13, às 20 e às 21 horas.

    Portalegre

    A adesão à greve por parte de enfermeiros, auxiliares e pessoal técnico no Hospital de Elvas foi, no primeiro turno, de 80 por cento e no Hospital de Portalegre atingiu os 88 por cento. A Escola do Atalaião, em Portalegre está encerrada. Durante a madrugada, “não saiu nenhum carro” para a recolha de lixo nos concelhos de Alter do Chão, Avis, Castelo de Vide, Gavião, Nisa e Ponte de Sor.

    Porto

    Na STCP, registou-se uma “greve histórica”, com a adesão de 100% dos trabalhadores. Dezenas de escolas não abriram as portas, sendo que, em Matosinhos, por exemplo, 26 das 59 escolas encontram-se encerradas. O IPO do Porto registou uma adesão à Greve de 93 %. No setor da construção civil, a adesão fixou-se entre os 50 e os 80 %. Na área da justiça, a adesão foi total nos 2.º e 3.º juízos cível do Porto, nos tribunais judiciais de Amarante e Marco de Canavezes e na 1.ª secção do 3.º juízo do tribunal de família e menores do Porto. As juntas de freguesia de Leça da Palmeira, Perafita e Leça do Bailo, em Matosinhos, encontram-se encerradas, bem como as de Miragaia, Vitória, Campanhã e Lordelo do Ouro, no Porto.

    Santarém

    A adesão nas transportadoras Ribatejana e Rodoviária do Tejo é de 80% e 98%, respetivamente. Nos centros de distribuição de correio dos CTT a paralisação é superior a 95%. Várias unidades fabris do distrito, como a Rical e a Unicer (Santarém), a Silicália e a Fundição do Rossio ao Sul do Tejo (Abrantes) e a Companhia de Papel do Prado (Tomar) registaram adesões à greve superiores a 80%. A adesão dos enfermeiros dos hospitais do distrito é superior a 70%. No turno da manhã no hospital de Torres Novas a paralisação chegou a atingir os 100%. Esta manhã não existiu recolha de resíduos e limpeza de ruas e vários serviços municipais estão a funcionar “a meio gás”. Na Câmara Municipal de Alcanena a adesão ao protesto é de 50%, de 70% na do Entroncamento, de 85% na de Santarém, de 90% em Salvaterra de Magos e de 95% em Alpiarça. 85% dos trablahdores da empresa municipal Águas de Santarém não se apresentaram ao serviço. Foram encerradas várias escolas pertencentes ao Agrupamento de Escolas Ginestal Machado, em Santarém.

    Setúbal

    Os serviços municipalizados de Almada, Loulé, Palmela e Seixal estão parados. Na empresa Silopor, na Trafaria, apenas 3 dos 26 trabalhadores do quadro se apresentaram para trabalhar. Em Sines, verificou-se a paralisação do Porto Marítimo, da Central Termoeléctrica da EDP e, também das operações de fornecimento e transporte de carvão à ED, da fábrica da Euroresinas, com adesão de 80%, da Ren Atlântico, e da MetalSines. Os profissionais do Teatro do Elefante, em Setúbal, estão em greve.

    Viana do Castelo

    Mais de uma dezena de agrupamentos escolares em vários concelhos encerraram e outros apresentam taxas de adesão à Greve por parte de auxiliares e professores acima dos 50 %. A adesão à greve no hospital de Viana do Castelo levou ao encerramento das consultas externas. Os blocos cirúrgicos deste estabelecimento de saúde estão a funcionar apenas com serviços mínimos. Não estão a ser asseguradas ligações ferroviárias ao distrito e a estação de caminhos-de-ferro de Viana do Castelo está fechada. Na mesma situação encontra-se o interface de transportes, gerido pelo município de Viana do Castelo. O balcão principal da Caixa Geral de Depósitos em Viana do Castelo encerrou, assim como a fábrica de armas do grupo Browning, que emprega mais de 300 trabalhadores.Oito dos onze tribunais do distrito estão encerrados, dado terem registado taxas de ade8h. Nenhum dos cerca de 630 trabalhadores dos ENVC se apresentou ao serviço.

    Vila Real

    No turno na noite, a adesão dos enfermeiros à greve foi de 100% no hospital da Régua, 89 por cento em Chaves e 46 por cento em Vila Real. Na entrada da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) foi colocada hoje de manhã uma faixa negra em sinal de protesto contra as medidas de austeridade impostas no setor. Na EDP Distribuição de Vila Real a adesão à Greve ascendeu a 95% e na EDP Distribuição de Chaves a 90%. As escolas de Vidago, Pedras (Chaves) e Vila Pouca de Aguiar foram encerradas.

    Viseu

    Foram encerradas várias escolas no distrito de Viseu, entre as Escola Secundária de Viriato, no concelho de Viseu. No Tribunal Administrativo de Viseu a adesão à Greve é de 82%, O Tribunal de Trabalho e o Tribunal Judicial de Viseu estão encerrados, assim como as Repartições de Finanças de Castro Daire e Vonzela. Na setor da Saúde, 85% dos trabalhadores, com destaque para enfermeiros e auxiliares, do Hospital de Tondela e do Hospital de Viseu, ambos integrantes do Centro Hospitalar Tondela Viseu, aderiram ao protesto. A recolha do lixo não funcionou em Viseu, tendo registado uma adesão de 100%. A Rodoviária da Beira Litoral regista uma adesão à Greve Geral de 90% e a EAVT de 50%.

  10. #10

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    Nov 2010
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    Greve Geral : Manifestantes derrubam grades de proteção e atiram pedras à polícia

    Os manifestantes concentrados à frente da Assembleia da República derrubaram as barreiras de proteção colocadas junto à escadaria e arremessaram objetos, pedras e balões cheios de tinta para a polícia.



    Os ânimos exaltaram-se frente ao Parlamento cerca das 17:00 depois de terminada a manifestação da CGTP, tendo os manifestantes escrito no chão palavras de ordem e gritado "os ladrões estão lá dentro, a polícia está cá fora". Estão a ser arremessados objetos e o rebentamento de petardos é frequente.

    Depois de derrubadas as barreiras os manifestantes conseguriam subir sete ou oito degraus da escadaria, mas a PSP reforçou de imediato o policiamento com elementos do corpo de Intervenção e do grupo cinotécnico (agente e cão), formando duas barreiras de proteção.

    Algumas das pedras arremessadas pelos manifestantes fizeram ricochete nos escudos da polícia acabando por atingir algumas das pessoas que se manifestam junto ao Parlamento. O INEM confirmou paa já cinco feridos, um dos quais foi hospitalizado.

    A polícia tem respondido com bastonadas para afastar os manifestantes que se encontram na primeira linha. A meio da escadaria está um elemento da polícia a filmar a manifestação, concentrando-se na zona de onde são atiradas as pedras e garrafas.

    Pedras contra força policial

    Os elementos da PSP estão a ser alvo de arremesso de várias pedras arrancadas da calçada junto à escadaria da Assembleia da República por dezenas de manifestantes de cara tapada.

    Algumas das pedras já partiram quatro escudos do cordão policial formado após o derrube das barreiras metálicas de proteção.

    A PSP já reforçou o cordão policial com mais elementos do corpo de intervenção.

    Num dos momentos de tensão que se tem vivido junto ao parlamento, um dos manifestantes conseguiu tirar um escudos ao elemento do corpo de intervenção devolvendo-o de seguida pintado com a palavra "povo".
    O polícia começou a subir a escadaria com o escudo de proteção e nesse momento os manifestantes gritaram "o povo unido jamais será vencido".

    sapo

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