José Marques, de 59 anos, residente em Arcos de Valdevez, liderou durante mais de um ano o gang que explodiu pelo menos 23 caixas ATM – no Minho e Grande Porto – roubando 150 mil euros e causando prejuízos superiores a 350 mil. Preparava-se para embarcar amanhã para o Canadá, onde tem um sobrinho. Mas a PJ do Porto antecipou-se e deteve-o anteontem. Hoje é presente ao TIC do Porto com os restantes cinco cúmplices, todos com mais de 21 anos, detidos no concelho de Vila do Conde onde residem.



Desempregado, o líder do grupo "altamente organizado que actuava de forma cautelosa mas muito rápida", – segundo o coordenador da PJ, José Monteiro – tem um amplo cadastro criminal: já cumpriu pena de prisão em Portugal e na Suíça, por tráfico de droga, e é acusado em pelos menos três processos de assaltos à mão armada prestes a serem julgados. Quando foi apanhado, tinha duas identificação, uma delas falsa.

Os comparsas eram pagos por José Marques consoante o dinheiro que conseguiam roubar (mas ficava com a maior parte). Nos assaltos, em que usavam botijas de gás para provocar as explosões das caixas ATM, eram muito cautelosos. Faziam demoradas vigilâncias aos locais escolhidos, que atacavam de madrugada, sobretudo entre as 02h00 e 04h00.

"Há investidas que demoraram dois minutos, contando já com o tempo de instalação dos material explosivo", explicou José Monteiro, que considerou o gang um dos mais sofisticados no que toca a assaltos de ATM.

"Foi desmantelado um grupo que estava a causar alarme social", rematou Baptista Romão, director da PJ do Porto, realçando a necessidade dos bancos reforçarem a segurança das caixas ATM.

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