O clima de terror regressou ontem à tarde à casa de Abel Serôdio, depois de o filho, consumidor de drogas legais vendidas em smartshops, ter fugido da psiquiatria do Hospital de Faro, dois dias depois de ter destruído a casa onde vivia, em Albufeira.



"Fugiu do hospital e já está aqui outra vez a bater à porta. Ele já disse que deitava fogo a isto tudo e estamos à espera do pior. Infelizmente isto só vai acabar quando acontecer uma tragédia", lamentou ao CM, ontem ao início da noite, Abel Serôdio, em desespero.

Ao que o CM apurou, tal como já tinha acontecido há dois dias, ontem a GNR foi chamada, imobilizou o jovem e levou-o para o posto. Mas a família teme que volte a ser libertado e nenhuma entidade tome uma posição para o internar compulsivamente.

"Já fui várias vezes ao Ministério Público e dizem que não podem fazer nada. Fui ao centro de saúde e os médicos mandam--me para a GNR. Chego à GNR e dizem-me que não podem fazer nada. Vai para a psiquiatria do hospital e mandam-no embora ou foge", descreve desesperado o pai, que hoje vai regressar ao Tribunal de Albufeira para exigir ao procurador do Ministério Público que tome uma posição, pois considera o filho "um perigo público".

Segundo Abel Serôdio, "ele transforma-se num bicho quando consome essas drogas" e, garante, "há mais famílias desgraçadas pelo consumo dessas substâncias estranhas".

Ao que o CM apurou, a GNR transportou, novamente, o jovem ao hospital, ontem à noite .

cm