O Tribunal de Mangualde condenou ontem sete homens a penas entre os cinco e os 10 anos de prisão pelos crime de branqueamento de capitais, rapto e extorsão qualificada de que foi vítima um empresário canadiano a quem sacaram 159 mil euros, em Fevereiro de 2007. Alan Sharif, cérebro do plano, apanhou dez anos.



Paulo Almeida, que ficou conhecido por ter assaltado um banco em Miami e o homem que denunciou os crimes às autoridades, foi beneficiado por uma "atenuação especial" mas, mesmo assim, foi condenado a seis anos de cadeia.

José Guedes, tio de Sharif, foi condenado a sete anos e meio de prisão, a mesma pena que Vítor Ribeiro, outro cúmplice. Quatro arguidos foram condenados a cinco anos de prisão mas, como são primários, o colectivo suspendeu-lhes a pena. Por fim, dois homens foram condenados a um ano com pena suspensa por sequestro.

Timothy Von Kaay esteve raptado 10 dias. Sá Fernandes, advogado de José Guedes, disse que vai recorrer porque o seu cliente "está inocente". Sharif e José Guedes, recorde-se, já foram condenados em 2010 a penas de prisão de 17 e 12 anos por burla a bancos estrangeiros. José Guedes e Paulo Almeida trocaram acusações.

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