O combate ao tráfico de estupefacientes é uma preocupação", admite ao CM o capitão Abel Adriano, comandante do destacamento da GNR de Loulé, cidade onde desde há dois anos a Guarda não tem dado tréguas a este crime, com um resultado "positivo": "Já foram feitas uma dezena de prisões efectivas", assume ainda Abel Adriano.



Segundo o responsável, o combate ao tráfico de droga é essencial para combater outro tipo de crimes, como roubos por esticão ou furtos em interiores de veículo ou residências, numa cidade onde a criminalidade "aumentou um pouco em 2012, depois de três anos com uma tendência de descida". Um destes crimes deu-se em Agosto último, com o furto a uma residência na rua Infante Dom Henrique. "Remexeram as gavetas todas, mas, como não guardo dinheiro em casa, levaram as jóias, os telemóveis e uma consola de jogos", lembrou a vítima, Carla Freitas. "Este tipo de crimes são praticados por indivíduos, que, na sua maioria, são consumidores de estupefacientes ou jovens que se estão a iniciar no consumo e esperamos que erradicando uma coisa, consigamos reduzir a outra", refere a GNR.

DISCURSO DIRECTO

"ESTICÃO PREOCUPA", capitão Adriano, GNR de Loulé

Correio da Manhã – Qual é o crime que preocupa mais as autoridades?

Abel Adriano – O que mais nos preocupa em termos de criminalidade é o roubo por esticão, que é o crime mais violento. Os furtos em residências e e em veículos também são uma realidade, mas temos notado uma diminuição de furtos em estabelecimentos.

– Que tipo de pessoas são vítimas destes crimes?

– As vítimas são transversais, mas geralmente são pessoas com menos hipóteses de se defender, como idosos ou mulheres. É preciso evitar zonas com menos pessoas, locais pouco iluminados e não ostentar valores.

– Referiu que a criminalidade tem crescido em 2012. Quais as razões que têm motivado esta subida?

– Não é fácil apontar razões, porque depende de vários factores, mas as dificuldades socioeconómicas que se vive é uma das principais.

cm