O Automóvel Club de Portugal (ACP) apresenta hoje a campanha mundial ‘Década de Acção para a Segurança Rodoviária 2011-2020’, um ano e meio após o lançamento oficial da mesma iniciativa por parte da Direcção-Geral da Saúde, em articulação com a Organização Mundial de Saúde. O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho estará na cerimónia.



Carlos Barbosa, presidente do ACP, reconhece ao CM tratar-se da mesma iniciativa. "Em 2011, a ONU lançou a ‘década’ com a OMS, que pediu à DGS para divulgar a campanha. Desde então, a DGS não fez nada. Esta é uma iniciativa nossa, com as acções para 2013, no âmbito da Federação Internacional Automóvel, parceira da OMS", afirma, considerando ter "existido um aproveitamento político do Governo de José Sócrates da iniciativa".

A cerimónia, sabe o CM, é considerada pela OMS uma demonstração da falta de coordenação entre entidades oficiais. Portugal, comenta-se, faz duas apresentações enquanto outros nem uma fizeram. A polémica sobre esta acção está também no logótipo. Na apresentação da DGS, em 2011, lê-se ‘Década de Acção pela Segurança no Trânsito’, enquanto na de hoje refere ‘Década de Acção para a Segurança Rodoviária’. "O nosso é que é o verdadeiro, pois foi dado pela FIA", garante Barbosa.

Francisco George, director-geral da Saúde, reconhece a "duplicação de acções", mas desvaloriza: "Não vejo problema, porque quantos mais estiverem envolvidos na luta contra a sinistralidade rodoviária melhor".

Fonte do gabinete do primeiro-ministro confirmou ao CM a presença de Passos Coelho no Cristo Rei, em Almada, como convidado da ACP, mas sobre a repetição de eventos remete explicações para o ACP.

cm