O primeiro-ministro indicou esta quarta-feira que a dívida externa "está controlada" devido ao aumento das exportações que "quase" cobrem o valor das importações.



"A nossa dívida ao exterior está a ficar controlada. Aquilo que exportamos já cobre praticamente um pouco mais de 90% do valor daquilo que importamos", afirmou Pedro Passos Coelho, durante a inauguração das instalações da fábrica da Sicasal, parte da qual foi reconstruída após o incêndio de há um ano.

Recordando que o défice da balança comercial era há dois anos de 10%, o primeiro-ministro adiantou que "até ao próximo ano o país deve ter recuperado a quase totalidade desse défice".

"Se tal se verificar não precisamos de viver de crédito nem de pedir emprestado ao estrangeiro para fazer as importações de que necessitamos", sublinhou.

Para tal, Pedro Passos Coelho alertou que "é preciso neste período de mostrar que percebemos o que nos aconteceu para não voltarmos a cair nos mesmos erros e precisamos de ter um clima político e social que seja não fracturante mas o mais consensual possível". "É preciso mostrar que sabemos estar unidos no essencial", frisou.

O primeiro-ministro disse também que é necessário também que o esforço nacional seja acompanhado "por decisões europeias", desde logo para haver uma união bancária. "Precisamos rapidamente de normalizar o acesso ao crédito, porque sabemos que temos menos crédito e assim é difícil as empresas serem competitivas".

Passos Coelho pretende também sensibilizar as instâncias europeias para a flexibilização do Imposto de Valor Acrescentado (IVA) para as pequenas e micro empresas. “Já sensibilizei a União Europeia para que seja fixado para as micro empresas um Iva diferente, o chamado ‘IVA de caixa', para que não tenham de devolver ao Estado valores que ainda não receberam", disse.

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