Mais de 31 mil trabalhadores da Função Pública abandonaram a administração central do Estado entre Janeiro e Setembro deste ano, o que equivale a uma redução de 5,1%, segundo a Síntese Estatística do Emprego Público (SIEP) ontem revelada.



A informação foi revelada pouco antes no Parlamento pelo secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, segundo o qual a redução até ao final do terceiro trimestre "já está a ultrapassar a proposta para o ano inteiro", disse ainda. De acordo com a SIEP, referente ao terceiro trimestre do ano, até Setembro saíram da administração central 31 439 funcionários, uma quebra de 5,1% em relação a Dezembro de 2011. Se a estes números somarmos os 19 mil que saíram do Estado em 2011, segundo Hélder Rosalino, o Estado perdeu 50 mil funcionários públicos em dois anos. O governante, que falava na Comissão de Orçamento e Finanças, recusou-se a comentar os "mais de 60 mil" trabalhadores que já saíram do Estado desde 2011, segundo o PCP, e negou que o Estado se vá endividar para pagar as indemnizações. "Serão os próprios organismos a encontrar receita", disse, acrescentando que a redução de custos com pessoal na Administração Pública, em 2011 e 2012, atingiu já os quatro mil milhões de euros .

No debate, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, classificou o Orçamento para 2013 como "prudente" e adiantou que o défice estrutural de 2012 deverá situar-se nos 6%, se não for contabilizada a privatização da ANA. De João Almeida, do CDS, saiu uma mensagem para Gaspar no sentido de "não se acrescentarem problemas políticos" aos económicos, frisando que é necessário "melhorar o equilíbrio entre esforço fiscal e despesa" no Orçamento para 2013.

PS QUER ESTENDER SUBSÍDIO POR MAIS SEIS MESES

O PS quer que o subsídio social de desemprego seja estendido por mais seis meses para os beneficiários que percam esta prestação em 2013 e defende que o IVA na restauração regresse aos 13%. Estas são algumas das sugestões que constam da proposta socialista enviada ao Governo com alternativas ao Orçamento do Estado de 2013.

Para o partido de António José Seguro faz sentido que, no actual momento que o País atravessa, o Governo proceda também, entre outras, à redução das taxas moderadoras das consultas nos cuidados de saúde primários para 3,80 euros e aplique uma taxa de solidariedade sobre as Parcerias Público-Privadas.

O prazo de entrega de propostas alternativas por parte da Oposição termina hoje.

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