O Centro Europeu de Monitorização das Drogas e Toxicodependência detectou 57 novas drogas sintéticas desde Janeiro de 2012, mais de uma por semana, revelou esta quinta-feira o director Wolfgang Götz, durante a apresentação em Lisboa do relatório anual do Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência.



“Os canabinóides [canábis, haxixe e marijuana] e as catinonas [anfetaminas e ecstasy] sintéticas continuam a ter uma posição dominante no mercado, mas temos dados de drogas pertencentes a substâncias químicas mais obscuras estão a ganhar terreno, especialmente entre os consumidores mais jovens”, afirmou Wolfgang Götz, sublinhando ser um problema crescente em toda a comunidade europeia.

Para João Goulão, presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) e vice-director do Observatório Europeu da Droga, “são substâncias novas que resultam de pequenas alterações de moléculas já conhecidas, escapando por isso ao mecanismo de controlo legal”.

A velocidade com que surgem as novas drogas sintéticas, reconheceu a Comissária Europeia Cecilia Malmstöm, é um enorme problema para as autoridades. "Estamos sempre dois passos atrás em relação a quem produz estas novas drogas. O trabalho de as identificar é muito difícil, mas os estados membros têm de juntar esforços neste combate", referiu Cecilia Malmström.

cm