As acções de sensibilização e de patrulhamento desenvolvidas pela GNR junto dos idosos do concelho de Monchique contribuíram para reduzir as burlas junto desta população, mais vulnerável a este crime.



"Os valores registados actualmente são pouco expressivos", garantiu ao CM o capitão Carlos Bengala, comandante do destacamento da GNR de Portimão.

Em comparação com concelhos vizinhos, Monchique tem índices de criminalidade baixos e estabilizados. O tipo de crime mais frequente é o furto em casas e automóveis – sobretudo em zonas turística, como a Fóia e as Caldas de Monchique.

Num concelho conhecido pela produção de aguardente de medronho, o segundo crime com maior expressão é o da condução em estado de embriaguez. Seguem-se os crimes relacionados com incêndios, nomeadamente queimadas que saem de controlo.

De acordo com a GNR, o furto de metal também surge com alguma frequência. Em Março, o concelho esteve durante praticamente um dia sem telefone, telemóveis, televisão e internet, devido ao roubo de um cabo de telecomunicações.

DISCURSO DIRECTO - Capitão Carlos Bengala, cmdt. Destacamento

"CONCELHO SEGURO SEM CRIMES GRAVES"

Correio da Manhã – Qual a evolução da criminalidade em Monchique?

Carlos Bengala – Monchique tem baixos índices de criminalidade, em comparação com as zonas do Litoral do Algarve. É um concelho seguro, onde não têm sido registados crimes graves.

– O concelho tem uma população envelhecida, isso não a torna mais vulnerável, nomeadamente, em termos de burlas ou roubos por esticão?

– Os casos de burla contra idosos têm diminuído. A GNR dá uma grande atenção a essa questão, desenvolvendo acções de sensibilização junto da população envelhecida. Quanto a roubos por esticão, este ano não foi registado nenhum.

– Monchique tem muita habitação dispersa. Isso gera preocupações de segurança?

– É evidente que gera preocupação, mas, por isso é que temos um programa específico para as habitações dispersas, o qual tem dado resultado.

cm