António Alberto Pinho, juiz presidente do Círculo de Oliveira de Azeméis, negou ontem, no início do julgamento, no Tribunal da Relação do Porto - em que responde, com mais quatro arguidos, por ofensas à integridade física qualificadas -, ter agredido um casal, em Março de 2010, após um acidente, perto de sua casa, em Gião, Santa Maria da Feira.



"É absolutamente mentira o que diz na acusação", disse aos desembargadores. "A verdade é que passei uma linha de Stop, numa manobra de recurso, e bati num carro", referiu o juiz, que alega que a companheira do condutor do outro automóvel esteve sempre "muito hostil" e "não aceitou preencher a declaração amigável". "Estava ao telefone a incendiar a situação. Pus--lhe a mão no braço e o namorado dela deu-me um murro no lábio e sangrei. Repeli a agressão e empurrei-o", acrescentou.

Ontem, também foi ouvida a assistente Sónia Silva, que garantiu que o juiz a agrediu e espancou o namorado, Vítor Hugo: "Deu-me um estalo e a ele murros na cara e no peito."

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