Quase meia centena de tripulantes portugueses estão retidos em quatro cruzeiros da World Cruises Agency (WCA) – empresa em processo de insolvência – arrestados há mais de um mês em Marselha (França), Creta (Grécia) e Kotor (Montenegro).



Não recebem salário desde Setembro. No total, são mais de 300 tripulantes dos quatro navios – ‘Princess Daphne’, ‘Princess Danae’, ‘Arion’ e ‘Athena’ –, que sobrevivem com a comida que resta nas despensas. "Queremos voltar para casa mas ninguém nos paga as viagens. Estamos abandonados", diz ao CM um tripulante do ‘Princess Daphne’, retido em Creta. José Cesário, secretário de Estado das Comunidades, conhece a situação. "Caso seja necessário, os tripulantes serão repatriados."

Na sede da WCA, em Lisboa, os funcionários não sabem o que fazer. "Há mais de um mês que os patrões não atendem os telefones. Todos os dias recebemos chamadas dos credores", disse ao Correio da Manhã um dos 30 trabalhadores. A PSP foi ontem chamada ao edifício: os filhos de George Potamianos – o armador grego que detinha a empresa e que morreu em Maio – terão estado durante a madrugada nas instalações a recolher vários bens.

O CM tentou por várias vezes contactar os proprietários da WCA, mas sem sucesso.

cm