Após dois dias de fortes bombardeamentos contra a Faixa de Gaza, o Exército israelita estava ontem a concentrar meios militares na fronteira e ultimava planos para mobilizar 75 mil reservistas, sinais de que pode estar iminente uma ofensiva terrestre.



Aquilo que começou por parecer uma operação limitada destinada a eliminar o líder militar do Hamas, Ahmed al-Jabari, morto quarta-feira num ataque aéreo, transformou-se, nas últimas horas, numa ofensiva aérea em larga escala, com ataques a cada 5 minutos.

Os alvos iniciais foram as bases de lançamento de rockets usadas nos últimos meses pelo Hamas para lançar ataques diários contra o sul de Israel, mas ontem a aviação israelita centrou os seus ataques nas posições defensivas do grupo extremista junto à fronteira. Foram igualmente bombardeados vários campos de minas, ao que tudo indica para abrir corredores para uma incursão terrestre. Se a isto juntarmos a mobilização de 75 mil reservistas e o envio de tanques para junto da fronteira, tudo aponta para uma ofensiva iminente.

O Hamas tem respondido com o lançamento de centenas de rockets, dois dos quais caíram ontem junto a Telavive e Jerusalém, sem causar vítimas.

O presidente egípcio Mohamed Mursi enviou o seu primeiro-ministro a Gaza numa visita de solidariedade – a qual foi interrompida por bombardeamentos – e prometeu fazer tudo para travar a "agressão". "Não vamos abandonar Gaza à sua sorte", garantiu.

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