Os habitantes da tranquila cidade de Coronel Suárez, a sul de Buenos Aires, capital da Argentina, ficaram em estado de choque ao saberem que uma das mais famosas jornalistas do país, Estefania Heit, de 29 anos, tinha sido detida, juntamente com o marido, por sequestro e violação de uma mulher durante três meses.



A vítima, Sonia Molina, foi alvo de todo o tipo de torturas, incluindo sexuais, por parte do casal, que a obrigava a caminhar de gatas, a comer comida de cão, a beber a própria urina, além de lhe queimar o corpo com cigarros. Em três meses, Sonia perdeu 30 quilos e os médicos afirmam que foi um verdadeiro milagre ter sobrevivido. O horrível cativeiro só terminou quando, aproveitando uma saída do casal, conseguiu escapar.

Estefania Heit ganhou reconhecimento por manter um programa de rádio em que denunciava casos de violência sexual. Há um ano, a sua convidada foi precisamente Sonia Molina. Esta contou então a Heit que, quando era adolescente fora vítima de abusos na cidade de Rio Colorado. E foi nesta cidade que Sonia conheceu Jesús Olivera, líder de uma igreja evangélica local, com quem manteve um breve romance. Este viria anos mais tarde a casar-se com a jornalista.

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