Jill Kelley, a mulher no centro do escândalo que levou à demissão do director da CIA, acusou a amante de David Petraeus, Paula Broadwell, de ser uma "criminosa" que está a destruir a sua família.



As acusações são feitas num e-mail que Kelley enviou esta semana ao presidente da Câmara de Tampa, Bob Buckhorn, a pedir ajuda para se ver livre dos jornalistas que há mais de uma semana acampam à sua porta. "Como pode ver na TV, o meu nome (e dos generais Petraeus e Allen) e a minha casa estão a ser explorados pela comunicação social. Eu não me importaria – se eles dissessem a verdade e se concentrassem na criminosa que nos persegue a todos. Mas a verdade um dia será conhecida", escreve Kelley, referindo-se a Paula Broadwell, a biógrafa e ex-amante de Petraeus.

Recorde-se que foi Kelley quem despoletou o escândalo, ao queixar-se ao FBI de ter recebido e-mails anónimos avisando-a para se afastar de Petraeus, de quem é amiga. O FBI identificou Paula como autora das ameaças e descobriu que ela manteve um affaire com Petraeus. O director da CIA acabou por se demitir, mas o escândalo não ficou por aqui: o FBI descobriu também que a própria Kelley tinha trocado milhares de e-mails, alguns deles ‘picantes’, com o general John Allen, comandante das forças da NATO no Afeganistão.

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