As lacunas na investigação policial que levou à detenção do antigo guarda-redes do Flamengo Bruno e de outros oito acusados da morte da modelo Eliza Samúdio, em 2010, podem favorecer o futebolista e outros quatro arguidos que começam hoje a ser julgados no Tribunal de Contagem, no estado brasileiro de Minas Gerais. Dos restantes acusados, um foi morto, outro ilibado e dois serão julgados mais tarde.



A versão da polícia, de que Eliza foi raptada no Rio e levada à força por Bruno para a casa de campo dele em Esmeraldas, Minas Gerais, e que dias depois foi morta e esquartejada na casa do ex-polícia ‘Bola’ em Vespasiano, na mesma região, tem muitos indícios mas poucas provas concretas. Testemunhas-chave desmentiram depoimentos que comprometiam o jogador e no alegado local do crime não foi encontrado qualquer vestígio, apesar de peritos terem usado produtos que detectam até partículas de sangue microscópicas e derrubado paredes à procura do corpo, que nunca foi encontrado.

A defesa vai alegar também que o facto de Eliza ter dito que tinha medo de Bruno não significa que ele a tenha morto, e que a viagem do jogador do Rio para Esmeraldas, confirmada pelo sinal do telemóvel, realmente aconteceu mas era rotina depois dos jogos. Bruno admitiu que Eliza foi com eles, mas garante que depois lhe deu dinheiro e que a modelo, que exigia que ele reconhecesse um filho, deixou a criança com ele e desapareceu.

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