O homem, com cerca de 60 anos, cujo cadáver foi encontrado no sábado enterrado num areal na Murtosa terá sido alvo de uma morte extremamente violenta. Apesar de o corpo estar em decomposição – tudo indica que o crime ocorreu há mais de um mês – a primeira análise aos restos mortais permitiu verificar a existência de pelo menos duas agressões capazes de provocar a morte: sinais claros de estrangulamento e lesões graves na cabeça. A Polícia Judiciária ainda não tem certezas, mas admite-se que a morte possa ter sido provocada por um disparo de caçadeira feito à queima-roupa.



A dificuldade extra para o esclarecimento do crime tem que ver com a não identificação da vítima. A Polícia Judiciária desconhece em absoluto a sua identidade e ontem revelou alguns dados que poderão ser fundamentais.

O homem tinha já calvície acentuada; media entre 1,60 m e 1,63 m; era forte sem ser obeso; tinha uma falha, à frente, na dentição e vestia camisa xadrez de cor azul, com traçado bege, debaixo de pulôver em malha de cor castanha e calças tipo sarja com bolsos laterais de cor cinza. Calçava sapatilhas.

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