Não se arrependeu nem se vai arrepender. O arguido considera a morte do Cláudio como um desfecho natural de um enredo que durou três anos." Sustentando as alegações finais com a frieza de Ferreira da Silva – acusado de matar o ex-genro com a neta ao colo, no parque da Mamarrosa, Oliveira do Bairro, no ano passado – o procurador do Ministério Público pediu ontem, no Tribunal de Anadia, uma pena não inferior a vinte anos de cadeia para o arguido.



O MP alega ainda que Ferreira da Silva não agiu em legítima defesa e actuou em conjunto com a filha, a juíza Ana Joaquina, na tentativa de criar cada vez mais problemas ao relacionamento entre a filha daquela e a vítima, o advogado e também pai da criança, Cláudio Mendes. "A magistrada seguiu a via do direito, com uma acção de regulação do poder paternal. O arguido seguiu a via da violência, colocando o revólver à cintura com seis balas pronto a disparar", referiu ainda o procurador, que pediu também que Ferreira da Silva passe a estar em prisão preventiva – o engenheiro homicida está em prisão domiciliária.

O advogado da família de Cláudio Rio Mendes foi mais longe e pediu 25 anos de cadeia para o arguido. Enquanto o filme do homicídio foi exibido, o causídico tentou mostrar que Ferreira da Silva não se mostrou incomodado com o crime que cometera. "Depois dos disparos, apenas disse ‘acabou’, por cinco vezes", sustentou o advogado.

As alegações finais de Celso Cruzeiro, advogado do arguido, estão marcadas para hoje.

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