Palco de vários crimes ligados à noite – muitos dos quais deram origem ao megaprocesso da Máfia do Vale do Sousa, que está a ser julgado no tribunal local – Penafiel foi sendo uma cidade marcada por frequentes situações de agressões físicas e ameaças que aconteciam, essencialmente, no interior de bares e discotecas ou então em ajustes de contas entre grupos rivais. Hoje, este tipo de criminalidade ainda permanece, mas passaram a ser os roubos por esticão, e também os furtos a casas e lojas, os delitos que mais preocupam cidadãos e forças da autoridade.



"Têm acontecido alguns assaltos e roubos por esticão, principalmente na avenida principal da cidade", refere Alberto Bessa, comerciante que já viu a sua loja de electrodomésticos ser assaltada três vezes. Para o aumento dos ‘esticões’, muito contribuiu um casal de namorados que, nas últimas semanas, roubou dezenas de carteiras a mulheres daquela zona. Os responsáveis autárquicos elogiam o trabalho da GNR, mas pedem o reforço de meios para um concelho com mais de 72 mil habitantes, enquanto promovem acções de prevenção junto da população.

DISCURSO DIRECTO

António de Sousa, Vereador C. M. de Penafiel

"Policiamento não é de todo suficiente"

Correio da Manhã – Penafiel é uma cidade segura?

António de Sousa – O Mundo não é hoje seguro como era há uns anos. No entanto, temos procurado, em Penafiel, fazer com as autoridades policiais um trabalho de proximidade para atingir esse objectivo.

– Qual o tipo de crime que mais o preocupa?

– Toda a criminalidade é preocupante, em especial a que atenta contra a vida e a integridade física dos cidadãos. Os crimes que afectam os bens e património também nos preocupam, o que nos tem levado, inclusive, a desenvolver acções em sintonia com as autoridades competentes, a nível da prevenção e combate à criminalidade.

– Considera que há policiamento suficiente?

– Atendendo à população e dimensão do concelho, o policiamento não é de todo suficiente, mas temos de reconhecer a enorme dedicação e profissionalismo da GNR.

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