Numa altura em que se intensificam as negociações de paz, Israel mantém a ameaça de uma ofensiva terrestre em Gaza. Prova disso são os milhares de reservistas e centenas de viaturas blindadas deslocados para a fronteira daquele território palestiniano bombardeado desde há seis dias pela aviação e pela marinha de Israel.



Enquanto decorriam no Cairo negociações mediadas pelo Egipto, dezenas de buldózeres blindados, tanques e viaturas de transporte de tropas avançaram para a fronteira de Gaza e esperam ordem de ataque do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que, apesar disso, se afirma aberto a negociar a paz. A condição é o Hamas suspender os ataques com rockets.

Sobre uma invasão terrestre, o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague, alertou Israel de que isso custará apoios internacionais ao país.

Refira-se que o número de vítimas de seis dias de ofensiva superou ontem a barreira dos 100 mortos. Os últimos ataques fizeram pelo menos 21 baixas nos mais de 80 alvos atacados por Israel. Um deles foi um edifício que alberga a TV do Hamas, onde terá morrido um jornalista e seis outros ficaram feridos.

Israel alega que os alvos visados escondem armas ou infra--estruturas do grupo radical palestiniano e assegura, por outro lado, que 85% dos mais de 800 rockets disparadas de Gaza foram interceptados pelo escudo de defesa antimíssil Cúpula de Ferro.

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