A vaga sangrenta de ataques desencadeada em São Paulo pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital, PCC, matou mais de 300 civis em mês e meio, além de 93 polícias. A estimativa, avançada pela imprensa, baseia-se nos comunicados da polícia desde que os ataques passaram a ser diários.



A maioria das vítimas foi executada à queima-roupa em ruas, na porta de bares e restaurantes ou da própria residência. O modus operandi dos assassinos é quase sempre o mesmo: chegam de repente em motas disparando indiscriminadamente contra as pessoas e fogem a alta velocidade.

Só no último fim-de-semana, 19 pessoas foram mortas, oito delas abatidas quando estavam com amigos. No sábado, cinco funcionários de uma empresa conversavam à porta de um deles, quando homens de mota os fuzilaram. No dia seguinte, três adolescentes que comiam sandes à porta de um café foram executados da mesma forma.

Forças policiais de São Paulo iniciaram entretanto operações especiais em 14 pontos estratégicos do estado, com especial ênfase nas fronteiras com os estados vizinhos, na tentativa de dificultar a entrada de armas e droga.

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